Ministra da Administração Interna demite-se - TVI

Ministra da Administração Interna demite-se

  • CNN Portugal
  • CM
  • 10 fev, 21:09

Luís Montenegro vai assumir "transitoriamente" a pasta da Administração Interna, depois de ter proposto a demissão à ministra

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A ministra da Administração Interna, Maria Lúcia Amaral, demitiu-se, comunicou o Presidente da República esta terça-feira.

Foi Marcelo Rebelo de Sousa quem fez saber, através de comunicado, do "pedido de demissão" da ministra, pedido esse que aceitou.

Segundo a Presidência, Maria Lúcia Amaral "entendeu já não ter as condições pessoais e políticas indispensáveis ao exercício do cargo".

De acordo ainda com o comunicado, o primeiro-ministro Luís Montenegro vai assumir "transitoriamente" a pasta da Administração Interna, depois de ter proposto a demissão da ministra.

"O Presidente da República aceitou o pedido de demissão da Ministra das Administração Interna, que entendeu já não ter as condições pessoais e políticas indispensáveis ao exercício do cargo, e que lhe foi proposta pelo Primeiro-Ministro, que assumirá transitoriamente as respetivas competências, nos termos do artigo 6.º, n.º 2, da Lei Orgânica do Governo (Decreto-Lei n.º 87-A/2025, de 25 de julho), logo que a exoneração se torne efetiva", pode ler-se no breve comunicado divulgado.

Maria Lúcia Amaral voltou a ser alvo de críticas nas últimas semanas pela forma como estava a gerir a crise das tempestades, que causaram 15 mortos desde 28 de janeiro, na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também centenas de feridos e desalojados.

A sua ausência do terreno, dizendo que estava a trabalhar "em contexto de invisibilidade", e a falta de esclarecimentos, assumindo publicamente "não saber o que falhou" na resposta das autoridades e que tudo o que estava a acontecer era uma "aprendizagem", geraram forte contestação.

Esta é a primeira demissão do XXV Governo PSD/CDS-PP liderado por Luís Montenegro, pouco mais de oito meses depois da sua posse, a 5 de junho de 2025.

A demissão acontece na véspera do debate quinzenal com o primeiro-ministro.

 

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