Os russos que foram abrangidos pela mobilização parcial decretada por Putin vão ter o direito de congelar o esperma gratuitamente em criobancos, avança a agência russa TASS esta quarta-feira.

A TASS cita o presidente de uma associação de advogados russa, Igor Trunov, que revelou que o Ministério da Saúde aceitou o seu apelo para financiar o plano, determinando o congelamento de esperma para cidadãos "mobilizados para participarem na operação militar especial" entre 2022-2024.

Trunov tinha pedido ao governo russo que apoiasse um plano que alterasse o modo como é regulamentado o acesso à criopreservação do esperma, que até aqui exigia um seguro de saúde para que as famílias pudessem aceder não só à criopreservação como aos tratamentos para a infertilidade.

Segundo a agência, a medida irá aplicar-se a vários casais que têm pedido esta possibilidade depois de os homens terem sido mobilizados para a guerra na Ucrânia.

A ofensiva militar lançada a 24 de fevereiro pela Rússia na Ucrânia causou já a fuga de mais de 14 milhões de pessoas — 6,5 milhões de deslocados internos e mais de 7,8 milhões para países europeus –, de acordo com os mais recentes dados da ONU, que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).

A invasão russa — justificada pelo Presidente russo, Vladimir Putin, com a necessidade de “desnazificar” e desmilitarizar a Ucrânia para segurança da Rússia — foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que tem respondido com envio de armamento para a Ucrânia e imposição à Rússia de sanções políticas e económica