PCP diz que 'lay-off' a 100% será "facilmente resolvido" e pede ao Governo que "tire lições" - TVI

PCP diz que 'lay-off' a 100% será "facilmente resolvido" e pede ao Governo que "tire lições"

  • Agência Lusa
  • MP
  • 25 fev, 13:19
Paulo Raimundo (LUSA)

Paulo Raimundo alertou para a urgência de "responder de forma imediata aos problemas concretos que ainda existem", quase um mês depois da tempestade Kristin

O secretário-geral comunista considerou esta quarta-feira que a alteração do ‘lay-off’ para 100% depende do Governo e "será muito facilmente resolvida” e pediu ao executivo que “tire lições" das privatizações que limitaram a resposta às tempestades.

Em declarações aos jornalistas, em São Bento, após uma reunião com o Governo sobre as linhas gerais do programa “Portugal Transformação, Recuperação e Resiliência” (PTRR), Paulo Raimundo disse ter transmitido a importância de “responder de forma imediata aos problemas concretos que ainda existem” como a falta de luz, água ou telecomunicações e a destruição de habitações.

Sobre rendimentos, os comunistas enfatizaram a importância de avançar com o regime de ‘lay-off’ simplificado a 100%, que será discutido esta tarde no parlamento, com Paulo Raimundo a considerar que a questão “está nas mãos do Governo” e “será muito facilmente resolvida”.

Nesta reunião, explicou Raimundo, o PCP defendeu também a importância da reposição da capacidade produtiva do país, bem como a reconstrução de infraestruturas públicas atingidas e transmitiu ao Governo que “é preciso tirar lições” após as tempestades que atingiram o país.

“Lições do processo de privatizações que retirou o Estado de instrumentos fundamentais para a sua intervenção, lições das alterações laborais que já hoje implicam uma profunda precariedade de quem tem que tratar das questões no concreto (...), as questões do desmantelamento sucessivo do Estado e das suas infraestruturas e serviços, e que retirou ao Estado de condições para intervir”, detalhou.

Raimundo afirmou ainda que o “Governo optou por não alargar muito aquilo que já se conhecia” e reforçou que o “país precisa de facto de recuperação” e investimento, sublinhando a importância das opções políticas e financeiras do executivo.

“Vamos ver até onde é que o Governo vai nestas opções”, rematou.

O Governo está a reunir-se com os partidos com assento parlamentar para apresentar e discutir as linhas gerais do PTRR, cuja versão final e valor global só serão aprovados no início de abril.

Do lado do Governo, participam nas reuniões o primeiro-ministro, Luís Montenegro, o ministro da Presidência, António Leitão Amaro, o ministro da Economia e Coesão Territorial, Manuel Castro Almeida, e o ministro dos Assuntos Parlamentares, Carlos Abreu Amorim.

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