Graça Freitas vai deixar a liderança da Direção-Geral da Saúde, avança o Observador. Segundo confirmou a CNN Portugal, Graça Freitas comunicou ao Ministério da Saúde (MS) a sua vontade de não renovar o mandato, que termina esta sexta-feira, ficando, porém, à frente da DGS até que seja aberto um novo concurso público para se eleger a pessoa que irá ocupar o cargo.

"Confirma-se que o mandato da diretora-geral da Saúde termina no final do ano, tendo a Dra. Graça Freitas formalizado junto da tutela a sua vontade de não renovar a nomeação. Está assegurada a permanência no cargo até à sua substituição, agradecendo o Ministério da Saúde a disponibilidade demonstrada pela diretora-geral da Saúde no término do seu mandato e todo o empenho e dedicação na liderança da Direção-Geral da Saúde ao longo dos últimos anos, de um modo especial na resposta à pandemia, a maior crise global de saúde pública do último século", lê-se na nota do Ministério da Saúde enviada à CNN Portugal.

Segundo a pasta tutelada por Manuel Pizarro, "a designação do futuro titular do cargo de Diretor-Geral da Saúde seguirá a tramitação legal, em obediência às regras de recrutamento, seleção e provimento dos cargos de direção superior da Administração Pública", sendo que "a escolha será naturalmente efetuada dentro de um perfil que se enquadre no quadro das competências da DGS, onde sempre estiveram presentes as responsabilidades da Autoridade de Saúde Nacional na resposta a emergências sanitárias e de saúde pública".

Especialista em Saúde Pública, Graça Freitas assumiu o cargo de diretora-geral da Saúde em 01 de janeiro de 2018, substituindo o médico Francisco George, que atingiu o limite de idade.

Antes de substituir Francisco George, Graça Freitas já desempenhava as funções de subdiretora-geral da Saúde, tendo coordenado o Programa Nacional de Vacinação.

Graça Freitas foi um dos rostos no combate à pandemia de covid-19, juntamente com a ex-ministra da Saúde Marta Temido, tendo afirmado numa entrevista à agência Lusa, a propósito dos dois anos de pandemia, que “foram dois anos longos e difíceis" vividos como muita intensidade por profissionais e pela população".

Daniela Costa Teixeira / com Lusa