Greta Thunberg participava numa manifestação, juntamente com outros ativistas climáticos, contra a demolição da vila de Luetzerath, na Alemanha, para a expansão de uma mina de carvão, quando foi detida pela polícia alemã. As fotografias da ativista climática sueca a ser carregada em braços pelos agentes, na terça-feira, acabariam por correr o mundo.

Já esta quarta-feira, Thunberg recorreu ao Twitter para revelar que a detenção foi breve e reafirmar que "a proteção climática não é crime".

"Ontem fiz parte de um grupo que protestou pacificamente contra a expansão de uma mina de carvão na Alemanha. Fomos calados pela polícia e depois detidos, mas fomos libertados mais tarde nessa noite", escreveu.

A informação agora avançada pela jovem revela que, não só a detenção foi curta, como que Greta não foi detida sozinha.

Dados que foram confirmados por Max Wilmes, porta-voz da polícia na cidade de Aachen, à CNN. Segundo Wilmes, "Thunberg foi apenas brevemente detida", uma vez que "a polícia acelerou o processo de identificação" depois de terem reconhecido o seu nome.

"Uma vez estabelecida a identidade [de Thunberg], ela estava livre para ir", revelou, acrescentando que a ativista aguardou que os outros manifestantes fossem libertados para abandonar o local. 

Greta Thunberg fazia parte de um grupo de ativistas que atravessaram uma barreira policial e invadiram uma mina de carvão, ocupando edifícios, estruturas em árvores, construções de madeira e até um túnel subterrâneo. Houve mesmo um ativista do grupo que saltou para dentro da mina. Segundo o porta-voz da polícia Christof Hüls, esta é a segunda vez que a ativista climática sueca é detida naquele local. 

Depois da Alemanha, Davos

Depois de ter estado na Alemanha, Greta Thunberg seguiu para Davos, para participar de uma mesa redonda com vários ativistas climáticos e o chefe da Agência Internacional de Energia, onde afirmou que as pessoas em Davos "alimentam a destruição do planeta".

Citada pela Reuters, a jovem sueca afirmou ainda que a indústria energética global iria o mais longe possível sem pressão pública e que este setor continuaria a investir em combustíveis fósseis "atirar as pessoas para debaixo do autocarro em seu benefício".

Thunberg e outros ativistas revelaram ainda a Fatih Birol que tinham apresentado uma carta de "cessação e desistência" aos chefes executivos apelando-lhes que parassem de abrir novos locais de extracção de petróleo, gás e carvão. 

Por sua vez, Birol considerou que a crise energética atual não justifica os investimentos em larga escala em combustíveis fósseis. 

CNN Portugal / AM - notícia atualizada às 11:11