"Esmagadora maioria dos portugueses está a trabalhar": Governo garante fraca adesão à greve geral, "sobretudo no setor privado" - TVI

"Esmagadora maioria dos portugueses está a trabalhar": Governo garante fraca adesão à greve geral, "sobretudo no setor privado"

Maria do Rosário Ramalho (Lusa)

Ao longo da conferência que durou pouco mais de 10 minutos, a governante recordou ainda que o “Governo tem naturalmente um respeito total pelo direito de greve, mas também tem respeito pelo direito a trabalhar”

A ministra do Trabalho, Maria do Rosário Ramalho, considerou esta quarta-feira que a greve geral está a registar uma adesão reduzida, sobretudo no setor privado, que entende ser o principal alvo da alteração à legislação laboral que motivou a contestação. Apesar de reconhecer a relevância da paralisação, a governante destacou que os dados recolhidos até ao momento apontam para uma participação limitada dos trabalhadores.

“A greve geral é grave em si mesma. Em todo o caso, relativamente aos resultados que estamos a ter, a greve parece ter significativamente pouca adesão, sobretudo no setor privado, o setor ao qual se vai aplicar primordialmente esta legislação”, afirmou, acrescentando que “retiraremos [o Governo] daí as conclusões que há a retirar”.

Numa conferência de imprensa feita a partir do Ministério do Trabalho, Maria do Rosário Ramalho sublinhou ainda que “a esmagadora maioria dos portugueses está a trabalhar”, referindo que alguns trabalhadores optaram por desempenhar funções em regime de teletrabalho, até porque se verificam constrangimentos nos transportes. Com base em dados provisórios recolhidos até às 11:30, indicou que a adesão no setor industrial "é nula", já que “todas as fábricas estão a funcionar”. De resto, os dados de que a ministra dispõe apontam mesmo para uma adesão "residual" ou "nula" em todo o setor privado.

“Dos dados que recolhemos neste momento e que nos foram transmitidos pelas confederações dos vários setores de atividade privada e também de entidades públicas e diretamente por grandes empresas, conclui-se que a esmagadora maioria dos trabalhadores portugueses está a trabalhar nos seus locais de trabalho", referiu.

Ao longo da conferência que durou pouco mais de 10 minutos, a governante recordou ainda que o “Governo tem naturalmente um respeito total pelo direito de greve, mas também tem respeito pelo direito a trabalhar”.

Noutros setores, como o da Educação, a ministra lamentou que “cerca de 40% dos alunos” não tenham conseguido realizar as provas ModA de Português, previstas para esta quarta-feira, já que muitos docentes e funcionários optaram por aderir à paralisação em todo o país. Já nos transportes, reconheceu uma adesão mais expressiva à paralisação.

“Vários transportes tiveram supressões”, mas “foram assegurados serviços mínimos” que, em alguns casos, “estão para além desses serviços”, afirmou, acrescentando que, “em comparação com a última greve de dezembro, a adesão foi menor”.

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