PR recebe chefes de Estado do Grupo de Arraiolos com Ucrânia em foco - TVI

PR recebe chefes de Estado do Grupo de Arraiolos com Ucrânia em foco

  • Agência Lusa
  • PP
  • 5 out 2023, 21:56
Marcelo Rebelo de Sousa (LUSA)

“É muito importante perceber qual é o pulso a nível de chefes de Estado [sobre a guerra na Ucrânia] porque o Conselho Europeu dá o pulso a nível de Governos, portanto de primeiros-ministros e Governos, com uma ou duas exceções, que são regimes presidencialistas”, afirmou

O Presidente da República recebeu esta quinta-feira chefes de Estado com poderes não executivos da União Europeia, no arranque da reunião do Grupo de Arraiolos, num jantar nas caves do vinho do Porto, com o foco na guerra da Ucrânia.

Marcelo Rebelo de Sousa chegou ao cais de Vila Nova de Gaia, no distrito do Porto, pelas 19:48, seguindo-se os chefes de Estado de Itália, Polónia e Irlanda que se deslocaram em viaturas próprias.

Os restantes vieram em miniautocarros, à exceção do chefe de Estado alemão que não conseguiu estar presente no jantar.

Quem também não participa no jantar é o Presidente da Roménia, Klaus Iohannis, que apenas se junta ao grupo, como convidado, na sexta-feira.

Junto às caves, onde está a decorrer o jantar, estavam muitas pessoas à espera de saber o que motivava tão fortes medidas de segurança associando, algumas, a comemorações do 05 de Outubro.

À chegada, e em declarações aos jornalistas, Marcelo Rebelo de Sousa assumiu que a reunião do Grupo de Arraiolos “é muito importante” para “perceber qual é o pulso” a nível de chefes de Estado da União Europeia, sobre a guerra na Ucrânia.

“É muito importante perceber qual é o pulso a nível de chefes de Estado [sobre a guerra na Ucrânia] porque o Conselho Europeu dá o pulso a nível de Governos, portanto de primeiros-ministros e Governos, com uma ou duas exceções, que são regimes presidencialistas”, afirmou o chefe de Estado português.

Na sexta-feira, os chefes de Estado vão reunir-se em duas sessões, com intervalo para almoço, a primeira com início às 10:15 e a segunda às 14:30. No fim do debate, que é fechado à comunicação social, haverá uma conferência de imprensa conjunta, prevista para as 17:30.

Segundo a Presidência da República, "estarão presentes os chefes de Estado da Alemanha, Frank-Walter Steinmeier, da Bulgária, Rumen Radev, da Croácia, Zoran Milanovic, da Eslovénia, Natasa Pirc Musar, da Estónia, Alar Karis, da Finlândia, Sauli Niinistö, da Grécia, Katerina Sakellaropoulou, da Hungria, Katalin Novák, da Irlanda, Michael Higgins, de Itália, Sergio Mattarella, da Letónia, Edgars Rinkēvičs, de Malta, George Vela, e da Polónia, Andrzej Duda".

Após a reunião, haverá um jantar de chefes de Estado, às 20:00, no Palácio da Bolsa.

O último encontro do Grupo de Arraiolos realizado em Portugal foi há nove anos, em Braga, em setembro de 2014, quando Cavaco Silva era Presidente da República, e contou com a participação de Jorge Sampaio como convidado.

“Aqui [no Grupo de Arraiolos] são presidentes parlamentaristas e semipresidenciais, temos posições que são um bocadinho diferentes, porque são menos partidárias num caso ou são vistas de uma perspetiva acima dos partidos”, explicou Marcelo.

Segundo Marcelo Rebelo de Sousa, a questão da Ucrânia vai ser um tema central na reunião de sexta-feira, assim como os atos eleitorais na Europa.

“O que vamos discutir é muito simples. De manhã, Ucrânia e posição da União Europeia, tudo. Significa alargamento, significa situação económica, situação financeira, significa perspetivas para os próximos anos, significa eleições europeias, eleições americanas, a experiência de vários países, vários deles têm eleições”, enumerou.

Além daqueles temas, o Presidente da República salientou a “ação climática e as grandes questões, para além da guerra, [desde] a situação económica e social, quer da Europa, quer dos outros continentes”.

“A Europa não se pode esquecer [dos outros continentes] senão, às tantas, também os outros continentes se esquecem da Europa”, alertou.

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