Se transporta droga, vai ser abatido, venha da Venezuela, da Colômbia ou de qualquer outro país. O presidente dos Estados Unidos redobrou a ameaça a todos aqueles que queiram entrar com narcóticos em território norte-americano, prometendo abater quaisquer embarcações que o façam.
Uma ameaça em estilo duplo que serviu também para anunciar que os ataques a território da Venezuela vão mesmo acontecer. “Vamos começar a fazer esses ataques em também em terra”, garantiu, em palavras ditas na reunião do seu gabinete.
“Sabemos onde vivem. Sabemos onde vivem os maus e vamos começar [a atacar] muito em breve”, reiterou, dando mostras de que a ameaça de ataques a solo venezuelano não caiu, estando até mais viva.
E é pela dificuldade desses ataques que o presidente norte-americano quer estender as operações para terra, o que pode não ficar pela Venezuela. “Todos os que estiverem a fazê-lo e a vender [droga] para o nosso país estão sujeitos a um ataque”, acrescentou.
Palavras que surgem numa altura em que a administração Trump está debaixo de intenso escrutínio por causa dos ataques feitos a embarcações que transportam droga. É que foi revelado que os Estados Unidos lançaram um segundo ataque a um barco depois de o primeiro não ter matado ninguém, num caso ocorrido nas Caraíbas e que remonta a setembro.
Donald Trump defendeu tudo o que foi feito, negando ter dado a ordem para o segundo ataque, preferindo focar-se na ação necessária para manter as drogas longe dos Estados Unidos.
A Casa Branca afasta até o secretário da Defesa, Pete Hegseth, dessa ordem, garantindo que não sabia da morte dos ocupantes da embarcação, colocando essa responsabilidade num dos almirantes a cargo da missão.
“Eu não sabia do segundo ataque. Não sabia nada sobre essas pessoas. Não estive envolvido”, sublinhou, afirmando que Pete Hegseth “ficou satisfeito” com a operação, mas que “não sabia do segundo ataque, que teve que ver com duas pessoas”.