EUA destruíram alvos militares em Kharg com "um dos ataques mais poderosos da história do Médio Oriente" - TVI

EUA destruíram alvos militares em Kharg com "um dos ataques mais poderosos da história do Médio Oriente"

  • Agência Lusa
  • MP
  • 13 mar, 23:57
Donald Trump fala aos jornalistas na Flórida (AP)

Donald Trump admitiu que "optou por não destruir as infraestruturas petrolíferas da ilha", mas deixou um aviso ao Irão: "Se fizer alguma coisa para impedir a passagem segura e livre de navios pelo estreito de Ormuz, reconsiderarei imediatamente a minha decisão"

O presidente norte-americano, Donald Trump, garantiu esta sexta-feira que as forças norte-americanas aniquilaram alvos militares na ilha iraniana de Kharg e alertou que a infraestrutura petrolífera local pode ser o próximo alvo.

O exército norte-americano "realizou um dos ataques aéreos mais poderosos da história do Médio Oriente e destruiu completamente todos os alvos militares" em Kharg, escreveu o presidente norte-americano na sua rede social, a Truth Social.

"Optei por não destruir as infraestruturas petrolíferas da ilha. No entanto, se o Irão, ou qualquer outro país, fizer alguma coisa para impedir a passagem segura e livre de navios pelo estreito de Ormuz, reconsiderarei imediatamente a minha decisão", garantiu.

A pequena ilha do Golfo Pérsico é o principal terminal por onde passam as exportações de petróleo do Irão, noticiou a agência Associated Press (AP).

Trump anunciou a ação numa publicação nas redes sociais enquanto se preparava para viajar para a Florida para o fim de semana.

O republicano respondeu às perguntas dos jornalistas que o acompanhavam antes de embarcar no Air Force One, mas não mencionou a mais recente operação militar norte-americana contra o Irão.

As Forças Armadas dos EUA divulgaram esta sexta-feira que enviaram 2.500 fuzileiros navais e um navio de assalto anfíbio para o Médio Oriente, num grande reforço de tropas na região após quase duas semanas de guerra com o Irão.

O Irão continuou a lançar ataques generalizados com mísseis e drones contra Israel e os países vizinhos do Golfo, e fechou efetivamente o estreito de Ormuz, por onde passa um quinto do petróleo comercializado no mundo, mesmo enquanto aviões de guerra norte-americanos e israelitas bombardeiam alvos militares e outros alvos em todo o Irão.

Em entrevista à Fox News, o presidente norte-americano, Donald Trump, referiu que a guerra vai acabar "quando sentir isso nos ossos".

Mostrou-se também mais cauteloso quanto à possibilidade de os opositores derrubarem o governo islâmico.

"Portanto, acho realmente que este é um grande obstáculo a ser ultrapassado pelas pessoas que não têm armas", indicou Trump.

Em Washington, o secretário da Defesa dos EUA, Pete Hegseth, disse que foram atingidos mais de 15 mil alvos inimigos, mais de mil por dia desde o início da guerra.

Hegseth procurou ainda tranquilizar a população sobre o bloqueio do Estreito de Ormuz, declarando aos jornalistas: "Estamos a lidar com isso e não temos de nos preocupar".

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