A Rússia demorou quase três anos a perceber o que a Ucrânia já tinha percebido. Agora tem uma nova força - TVI

A Rússia demorou quase três anos a perceber o que a Ucrânia já tinha percebido. Agora tem uma nova força

Trabalhadores instalam redes anti-drones na circular, na periferia norte de Kharkiv, em janeiro de 2026. Foto: Suspilne Kharkiv / Viktoriia Yakymenko

Vladimir Putin ordenou a criação de uma força de drones para dar um novo passo na forma de fazer guerra

Drones a destruir Wildberries, drones a explodir em Moscovo e drones na linha da frente. A forma de fazer guerra mudou e a Ucrânia parece ter percebido isso antes de toda a gente, até mesmo antes do país que a invadiu há mais de quatro anos.

A 6 de fevereiro de 2024 as Forças Armadas da Ucrânia decidiram criar uma equipa especialmente dedicada aos drones, uma das armas que está a permitir um grande nível de resistência perante um adversário com muito mais poder.

Só agora, dois anos e meio depois, é que a Rússia entendeu que devia fazer o mesmo.

O presidente da Rússia anunciou esta quarta-feira a criação da Força de Drones, que vai ser liderada por Denis Lyamin.

De acordo com a agência RIA Novosti, esta força vai ser responsável por toda a utilização de drones na guerra, numa altura em que esta arma se vai tornando cada vez mais importante, ainda que a Ucrânia pareça tirar uma maior vantagem, até porque mantém altos níveis de produção.

Na Ucrânia essa tarefa cabe a Robert Brovdi, um antigo empresário que abraçou a carreira militar para liderar um dos ramos mais bem-sucedidos da Ucrânia.

A Rússia espera agora que também as suas forças possam dar um salto numa área em que a Ucrânia está claramente à frente.

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