Drones a destruir Wildberries, drones a explodir em Moscovo e drones na linha da frente. A forma de fazer guerra mudou e a Ucrânia parece ter percebido isso antes de toda a gente, até mesmo antes do país que a invadiu há mais de quatro anos.
A 6 de fevereiro de 2024 as Forças Armadas da Ucrânia decidiram criar uma equipa especialmente dedicada aos drones, uma das armas que está a permitir um grande nível de resistência perante um adversário com muito mais poder.
Só agora, dois anos e meio depois, é que a Rússia entendeu que devia fazer o mesmo.
O presidente da Rússia anunciou esta quarta-feira a criação da Força de Drones, que vai ser liderada por Denis Lyamin.
De acordo com a agência RIA Novosti, esta força vai ser responsável por toda a utilização de drones na guerra, numa altura em que esta arma se vai tornando cada vez mais importante, ainda que a Ucrânia pareça tirar uma maior vantagem, até porque mantém altos níveis de produção.
Na Ucrânia essa tarefa cabe a Robert Brovdi, um antigo empresário que abraçou a carreira militar para liderar um dos ramos mais bem-sucedidos da Ucrânia.
A Rússia espera agora que também as suas forças possam dar um salto numa área em que a Ucrânia está claramente à frente.