“Serniya”, a rede de espiões russos que trafica tecnologia sensível da UE para a Rússia (apesar das sanções) - TVI

“Serniya”, a rede de espiões russos que trafica tecnologia sensível da UE para a Rússia (apesar das sanções)

  • CNN Portugal
  • PF
  • 3 mai 2023, 19:00
Moscovo (EPA)

Revelação do Financial Times evidencia a dificuldade que os países ocidentais sentem para implementar de forma global as sanções decretadas à Rússia, prejudicando assim o seu complexo militar-industrial

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Uma rede de espiões russos na Europa tem conseguido contornar as sanções impostas pelo Ocidente e trafica tecnologia sensível da União Europeia para a Rússia.

De acordo com o Financial Times, esta rede é responsável pela obtenção de inúmeros bens, como microchips e munições, em países como Alemanha e Finlândia.

Esta revelação do jornal americano evidencia a dificuldade que os países ocidentais sentem para implementar de forma global as sanções decretadas à Rússia, prejudicando assim o seu complexo militar-industrial.

A rede “Serniya”, designação atribuída pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos, age a mando do Serviço Federal de Segurança (FSB), mais concretamente da sua unidade científica e tecnológica, também conhecida como “Diretoria T”. A “Serniya” tem também como clientes o Ministério da Defesa da Rússia e a Rosatom, a agência nuclear do país.

Segundo registos, entrevistas e declarações alfandegárias, uma empresa russa sediada em Moscovo, a Trading House Treydtuls, importou cerca de 814 mil euros em bens, incluindo microchips, desde que a guerra na Ucrânia começou. Desses 814 mil, cerca de 500 mil euros em 22 toneladas de material foram importados da Alemanha até ao final de 2022.

A Trading House Treydtuls é também responsável pela importação de cerca de 230 mil euros de microchips provenientes de Singapura. No entanto, estes bens foram produzidos por três empresas americanas (Analog Devices, Texas Instruments, Altera) e uma alemã (IC-Haus). As quatro suspenderam as exportações para a Rússia após o início da invasão russa.

O Financial Times afirma que não há indicações de que estas empresas soubessem que era uma empresa russa que estava por detrás da compra do material.

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