"Erros fatais": Rússia já atacou o seu próprio território mais de 300 vezes. Cansaço e falta de treino podem ser a explicação - TVI

"Erros fatais": Rússia já atacou o seu próprio território mais de 300 vezes. Cansaço e falta de treino podem ser a explicação

Vladimir Putin (Grigory Sysoyev, Sputnik, Kremlin Pool Photo via AP)

Um dos casos mais recentes foi uma bomba largada em cima de uma zona residencial de Belgorod, onde morreu uma pessoa

Há vários meses que a Rússia começou a acordar para uma guerra que também já acontece dentro do seu próprio território, com a Ucrânia a conseguir levar drones até aos grandes centros de Moscovo ou São Petersburgo, como aconteceu na madrugada desta quarta-feira.

No entanto, não é apenas a Ucrânia que está a causar destruição dentro da Rússia.

De acordo com a Astra, um projeto de comunicação social independente que escreve sobre a Rússia, foram confirmados vários casos de enganos e erros cometidos pelas forças russas no lançamento de projéteis.

Os dados são citados pelo Ministério da Defesa do Reino Unido, que lhes dá validade, nomeadamente aos números que apontam que a Rússia já atacou o seu próprio território por engano mais de 300 vezes.

O pior ano foi 2024, quando 165 ataques da Rússia acabaram por atingir o território do próprio país ou zonas ocupadas da Ucrânia. Em 2025 isso aconteceu 143 vezes e este ano já se verificou por 25 vezes.

De acordo com as secretas britânicas, um dos casos mais recentes foi registado a 16 de maio, uma bomba planadora foi acidentalmente largada numa zona residencial de Belgorod, ainda dentro da Rússia, provocando a morte a um civil.

Dependendo das condições climatéricas, a Rússia está a realizar ataques deste género entre 180 a 250 vezes todos os dias, mas nem sempre com sucesso.

“Estes casos demonstram os erros contínuos da Rússia em empregar com sucesso as suas munições contra os alvos pretendidos”, acrescenta o Ministério da Defesa do Reino Unido, que fala em “erros com consequências destrutivas e fatais para a população russa”.

O Reino Unido termina a nota dizendo que tudo aponta que este tipo de situação ocorra devido à fragilidade dos procedimentos ou da execução dos ataques, o que demonstra que há fadiga e cansaço entre as forças russas ou até falta de treino militar.

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