A União Europeia (UE) aprovou esta sexta-feira o 18.º pacote de sanções contra a Rússia por causa da invasão à Ucrânia, que limita o acesso de bancos russos a financiamento e pretende "banir" os gasodutos. “A UE acabou de aprovar um dos maiores pacotes de sanções contra a Rússia até hoje”, escreveu a alta-representante para os Negócios Estrangeiros e Política de Segurança, Kaja Kallas, nas redes sociais.
We are standing firm.
— Kaja Kallas (@kajakallas) July 18, 2025
The EU just approved one of its strongest sanctions package against Russia to date.
We’re cutting the Kremlin’s war budget further, going after 105 more shadow fleet ships, their enablers, and limiting Russian banks’ access to funding. (1/3)
“Congratulamo-nos com o 18.º pacote de sanções da UE contra a Rússia - o mais abrangente até à data”, reagiu o ministro da Defesa da Ucrânia, Denys Shmyhal. “Cada medida reduz a capacidade do agressor para fazer a guerra.”
Kaja Kallas sustentou que as sanções “cortam ainda mais o orçamento de guerra do Kremlin e perseguem os mais de 100 navios da 'frota fantasma' dos facilitadores e limitam o acesso dos bancos russos a financiamento”. Os gasodutos Nord Stream também “vão ser banidos” e a indústria militar russa “será mais pressionada”, assim como as instituições financeiras chinesas que “permitem escapar às sanções” aplicadas até hoje.
A UE também vai “bloquear a exportação de tecnologia utilizadas em drones”, atingir a Rosneft, uma das maiores refinarias russas, que está localizada na Índia, e as pessoas que estão a “doutrinar as crianças ucranianas”.
A alta-representante da UE para a diplomacia esperava a aprovação no início da semana, mas chegou três dias depois de ser ultrapassado um impasse com Bratislava por causa do fim da utilização do gás russo. Na quinta-feira, a Eslováquia anunciou que estava disposta a apoiar o pacote, depois de o ter bloqueado seis vezes devido a preocupações com a eliminação progressiva do gás russo.
O primeiro-ministro eslovaco, Robert Fico, cujo governo se tem alinhado repetidamente com as posições de Moscovo, argumentou que “as opções de negociação estão esgotadas por agora e continuar a posição de bloqueio colocaria em perigo os [seus] interesses”. Fico indicou que a Comissão Europeia deu à Eslováquia, um dos países da UE fortemente dependente do gás russo, garantias por escrito relativamente ao plano de eliminação progressiva do gás russo para obter o apoio do país.