"Mantemo-nos firmes": UE aprova "um dos maiores" pacotes de sanções contra a Rússia - TVI

"Mantemo-nos firmes": UE aprova "um dos maiores" pacotes de sanções contra a Rússia

  • CNN Portugal
  • MJC
  • 18 jul 2025, 08:59
Primeira-ministra da Estónia, Kaja Kallas (Associated Press)

Pacote de sanções anunciado por Kaja Kallas limita o acesso de bancos russos a financiamento e pretende "banir" os gasodutos

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 A União Europeia (UE) aprovou esta sexta-feira o 18.º pacote de sanções contra a Rússia por causa da invasão à Ucrânia, que limita o acesso de bancos russos a financiamento e pretende "banir" os gasodutos. “A UE acabou de aprovar um dos maiores pacotes de sanções contra a Rússia até hoje”, escreveu a alta-representante para os Negócios Estrangeiros e Política de Segurança, Kaja Kallas, nas redes sociais.

“Congratulamo-nos com o 18.º pacote de sanções da UE contra a Rússia - o mais abrangente até à data”, reagiu o ministro da Defesa da Ucrânia, Denys Shmyhal. “Cada medida reduz a capacidade do agressor para fazer a guerra.”

Kaja Kallas sustentou que as sanções “cortam ainda mais o orçamento de guerra do Kremlin e perseguem os mais de 100 navios da 'frota fantasma' dos facilitadores e limitam o acesso dos bancos russos a financiamento”. Os gasodutos Nord Stream também “vão ser banidos” e a indústria militar russa “será mais pressionada”, assim como as instituições financeiras chinesas que “permitem escapar às sanções” aplicadas até hoje.

A UE também vai “bloquear a exportação de tecnologia utilizadas em drones”, atingir a Rosneft, uma das maiores refinarias russas, que está localizada na Índia, e as pessoas que estão a “doutrinar as crianças ucranianas”.

A alta-representante da UE para a diplomacia esperava a aprovação no início da semana, mas chegou três dias depois de ser ultrapassado um impasse com Bratislava por causa do fim da utilização do gás russo. Na quinta-feira, a Eslováquia anunciou que estava disposta a apoiar o pacote, depois de o ter bloqueado seis vezes devido a preocupações com a eliminação progressiva do gás russo.

O primeiro-ministro eslovaco, Robert Fico, cujo governo se tem alinhado repetidamente com as posições de Moscovo, argumentou que “as opções de negociação estão esgotadas por agora e continuar a posição de bloqueio colocaria em perigo os [seus] interesses”. Fico indicou que a Comissão Europeia deu à Eslováquia, um dos países da UE fortemente dependente do gás russo, garantias por escrito relativamente ao plano de eliminação progressiva do gás russo para obter o apoio do país.

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