Putin agradece apoio aos "colegas" China e Índia durante rebelião – e garante que o povo russo "está mais unido do que nunca" - TVI

Putin agradece apoio aos "colegas" China e Índia durante rebelião – e garante que o povo russo "está mais unido do que nunca"

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  • 4 jul 2023, 15:53

Os acontecimentos foram amplamente considerados como a maior ameaça ao poder que o presidente russo enfrentou e deixaram os parceiros e rivais de Putin a pensar até que ponto o regime estava ameaçado, mais de um ano após o início da invasão da Ucrânia

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Vladimir Putin agradeceu esta terça-feira à China e à Índia pelo apoio que disponibilizaram à Federação Russa durante a rebelião do Grupo Wagner, que teve lugar no final do mês passado.

"Gostaria de aproveitar esta oportunidade para agradecer aos meus colegas dos países da SCO [Organização para a Cooperação de Xangai] que manifestaram apoio às ações da liderança russa para proteger a ordem constitucional, a vida e a segurança dos cidadãos", acrescentou, referindo-se, também, a Cazaquistão, Paquistão, Quirguistão, Tajiquistão e Uzbequistão.

Os comentários, feitos durante um discurso aos líderes presentes numa cimeira virtual da SCO, organizada pelo primeiro-Ministro indiano Narendra Modi, surgiram dias depois de Putin ter neutralizado a rebelião lançada pelo grupo mercenário Wagner.

Os acontecimentos foram amplamente considerados como a maior ameaça ao poder que o presidente russo enfrentou e deixaram os parceiros e rivais de Putin a pensar até que ponto o regime estava ameaçado, mais de um ano após o início da invasão da Ucrânia.

"O povo russo está mais unido do que nunca. Os círculos políticos russos e toda a sociedade demonstraram claramente a solidariedade e a alta responsabilidade pelo rumo da pátria ao manifestarem-se como uma frente unida contra a tentativa de rebelião armada",

Fundada em 2001 e liderada pela China e pela Rússia, a SCO representa uma grande parte da Eurásia e, com a inclusão dos dois países mais populosos do mundo, cerca de 40% da população mundial.

A cimeira de terça-feira constituiu também uma oportunidade para o grupo alargar o seu alcance - com a aprovação do Irão como membro de pleno direito - a segunda expansão nas mais de duas décadas de história da organização. A Bielorrússia, fiel aliada de Moscovo, também deu um passo para se tornar membro de pleno direito, o que deverá acontecer no próximo ano.

Tanto Moscovo como Pequim veem o grupo como uma alternativa aos blocos liderados pelo Ocidente e como um veículo fundamental para a sua tentativa de se oporem ao que consideram ser uma ordem mundial liderada pelos Estados Unidos

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