Tensão. Kremlin vira-se para a Polónia: "A agressividade deles é uma realidade. Tanta hostilidade para com a Bielorrússia e a Federação Russa requer atenção redobrada" - TVI

Tensão. Kremlin vira-se para a Polónia: "A agressividade deles é uma realidade. Tanta hostilidade para com a Bielorrússia e a Federação Russa requer atenção redobrada"

Vladimir Putin (imagem Getty)

Batalhão do grupo Wagner está na Bielorrússia a 10 quilómetros da fronteira com a Polónia, logo da fronteira com a Nato. Wagner e Bielorrússia estão a fazer exercícios militares conjuntos e a Polónia já reagiu: "Estamos preparados para tudo". Agora é o Kremlin a reagir à reação

O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, disse esta quinta-feira que a decisão da Polónia de reforçar militarmente a presença na fronteira com a Bielorrússia – após a chegada do grupo Wagner e do anúncio de exercícios militares conjuntos com as forças de Minsk – está a “levantar preocupações”.

A agência Reuters noticia que, numa chamada telefónica com jornalistas, Peskov classificou a Polónia como um país “agressivo” e que perante esta “decisão hostil” é preciso “atenção redobrada”. "Obviamente que levanta preocupações. A agressividade da Polónia é uma realidade. Tanta hostilidade para com a Bielorrússia e a Federação Russa requer atenção redobrada."

Varsóvia começou a deslocar mil militares e armamento para o leste do país. Anteriormente, a 2 de julho, a Defesa polaca anunciou também que iria enviar mais 500 polícias para garantir a segurança na fronteira com a Bielorrússia, perante o aumento do número de migrantes e para lidar com eventuais novas ameaças após a chegada dos mercenários do grupo Wagner à Bielorrússia.

Um batalhão do grupo Wagner está a 10 quilómetros da Polónia e a Polónia anuncia: "Estamos preparados para qualquer cenário" 

A Bielorrússia anunciou esta quinta-feira novos exercícios militares de treino na base militar junto à cidade bielorrussa de Brest. Esta é uma situação comum junto à fronteira da NATO, mas desta vez há algo diferente: à armada de Minsk vai juntar-se o grupo de mercenários Wagner, que chegou ao país no início da semana.

Pelo menos três batalhões Wagner já estarão na base de Brest na Bielorrússia. (imagem capturada a 17 de julho, fonte: CNN/Planet Labs)

Minutos após o anúncio do Ministério da Defesa da Bielorrússia, a Defesa polaca assegurou que está a monitorizar as operações do exército bielorrusso e do grupo Wagner, garantindo estar preparada para qualquer cenário.

“A fronteira da Polónia está segura, estamos a monitorizar a situação a Este da fronteira e preparados para qualquer cenário de acordo com os desenvolvimentos”, diz o Ministério da Defesa da Polónia através de um e-mail a que a agência Reuters teve acesso.

A cidade bielorrussa de Brest fica a leste da Polónia, a pouco mais de dez quilómetros da fronteira com a NATO.

Segunda-feira, 9:00 em Lisboa, os Wagner chegavam à base de Brest na Bielorrússia. (imagem capturada a 17 de julho, fonte: CNN/Planet Labs)

O primeiro batalhão do grupo Wagner chegou à base bielorrussa, de acordo com as imagens de satélite a que a CNN teve acesso, na segunda-feira e pelo menos mais dois grupos de combate estariam a caminho.

As imagens de satélite da Planet Labs mostraram o primeiro batalhão a chegar ao complexo na Bielorrússia, que estava vazio há vários anos, pouco depois das 11:00 de segunda-feira (9:00 em Portugal Continental). Os vídeos foram autenticados e geolocalizados pela CNN.

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