Um navio de guerra afundado e um "enorme" ataque com mísseis. Ucrânia volta a atacar a Rússia no Mar Negro - TVI

Um navio de guerra afundado e um "enorme" ataque com mísseis. Ucrânia volta a atacar a Rússia no Mar Negro

  • CNN
  • Vasco Cotovio, Yulia Kesaieva, Radina Gigova e Christian Edwards
  • 2 fev, 15:51

Imagens noturnas fornecidas pela Ucrânia mostraram drones navais a navegar em direção ao navio russo antes de explodirem com o impacto, causando danos significativos na embarcação. No final do vídeo, o navio parece ter-se afundado, com apenas a proa acima da água. A CNN não pôde verificar de forma independente as alegações da Ucrânia e não é claro, a partir das imagens, que navio foi atingido e quando

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Os serviços secretos militares ucranianos afirmam ter afundado um navio de guerra russo ao largo da costa da Crimeia durante a noite de quinta-feira, desferindo o último de uma série de golpes na frota russa do Mar Negro, depois de ter montado um ataque de mísseis "maciço" na península ocupada horas antes.

O navio de mísseis guiados russo, o "Ivanovets", sofreu vários golpes no casco antes de se afundar durante a noite no porto do Lago Donuzlav, o lago mais profundo da Crimeia, segundo informações das secretas da Ucrânia.

Imagens noturnas fornecidas pela Ucrânia mostraram drones navais a navegar em direção ao navio russo antes de explodirem com o impacto, causando danos significativos na embarcação. No final do vídeo, o navio parece ter-se afundado, com apenas a proa acima da água. A CNN não pôde verificar de forma independente as alegações da Ucrânia e não é claro, a partir das imagens, que navio foi atingido e quando.

O Ministério da Defesa da Rússia, o Kremlin e outras autoridades russas ainda não comentaram o incidente.

O naufrágio do Ivanovets é o último de uma série de ataques ucranianos à frota russa do Mar Negro, numa tentativa de desferir golpes estratégicos e simbólicos contra as forças russas que anexaram a Crimeia em 2014.

A Ucrânia já afirmou anteriormente que os seus ataques à Crimeia e aos navios russos se destinam a tentar isolar a península e a dificultar à Rússia a manutenção das suas operações militares no continente ucraniano, onde as linhas da frente permanecem praticamente estáticas há meses.

A ofensiva mais importante foi o ataque ao Moskva em abril de 2022, que obrigou a Rússia a alterar a forma como opera perto das zonas controladas pela Ucrânia. O navio tornou-se famoso depois de ter ameaçado bombardear a ilha das Serpentes, no Mar Negro, se os soldados ucranianos que a defendiam não se rendessem. "Navio de guerra russo, vai-te foder", respondeu um dos soldados na altura.

A Ucrânia afirma ter afundado um navio de guerra russo ao largo da costa da Crimeia, e a CNN já noticiou anteriormente o desenvolvimento de drones marítimos por parte da Ucrânia, aqui fotografados em julho de 2023 (CNN)

O ataque ao Ivanovets ocorreu horas depois de a Ucrânia ter lançado, na quarta-feira, uma série de mísseis contra a Crimeia, naquilo que o comandante da Força Aérea da Ucrânia descreveu como parte da "limpeza da Crimeia da presença russa".

A Ucrânia lançou 20 mísseis guiados aéreos contra a Crimeia, tendo as defesas aéreas russas destruído 17 deles sobre o Mar Negro e outros três sobre a península, segundo o Ministério da Defesa da Rússia, que indicou que alguns dos mísseis foram intercetados perto do aeródromo de Belbek, perto da cidade de Sevastopol.

"As nossas forças armadas repeliram um ataque maciço a Sebastopol", disse na quarta-feira o governador da cidade nomeado pela Rússia, Mikhail Razvozhaev, acrescentando que mais de seis mísseis foram abatidos.

Razvozhaev disse que cerca de uma dúzia de edifícios foram atingidos pela queda de detritos, o que resultou em janelas partidas e outros danos, mas não foram registados feridos.

O aeródromo de Belbek era anteriormente a base da 204ª Brigada de Aviação Tática da Ucrânia, referiu Mykola Oleshchuk, vomandante da Força Aérea Ucraniana, numa publicação no Telegram, acompanhado de um vídeo de uma explosão.

"Os aviadores ucranianos regressarão definitivamente ao seu aeródromo de origem. Entretanto, agradeço a todos os que contribuíram para a limpeza da Crimeia da presença russa", acrescentou.

Yurii Ihnat, porta-voz do Comando da Força Aérea, fez eco, na quinta-feira, desses comentários, dizendo que "certas instalações na península foram atingidas".

A CNN não está em condições de verificar de forma independente as afirmações de nenhuma das partes.

Os ataques ocorrem num momento em que se especula sobre o possível despedimento do comandante das Forças Armadas da Ucrânia, o general Valery Zaluzhny, após semanas de especulação crescente sobre as tensões com o presidente Volodymyr Zelensky.

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