homem de 33 anos que agrediu esta sexta-feira três militares da GNR que ficaram feridos, um deles com gravidade, no posto de Beja, vai aguardar o desenrolar do processo em prisão preventiva, disse fonte daquela força de segurança.

A mesma fonte indicou à agência Lusa que o homem foi presente a primeiro interrogatório judicial, no Tribunal Judicial de Beja, tendo o juiz decretado a prisão preventiva, a medida de coação mais gravosa.

O homem foi conduzido para o Estabelecimento Prisional de Beja, adiantou a fonte da GNR.

O militar que ficou ferido com gravidade sofreu uma dentada que lhe mutilou o nariz, na agressão que ocorreu na madrugada de hoje no posto de Beja da GNR, para onde tinha sido conduzido, disse fonte da Guarda.

Em comunicado enviado à Lusa, o Comando-Geral da GNR revelou que os três militares foram agredidos no Posto Territorial de Beja e que um deles ficou “em estado grave, com ferimentos no rosto”.

Contactada pela Lusa, fonte da força de segurança acrescentou que o militar que sofreu os ferimentos graves, de 42 anos, “foi agredido à dentada” pelo agressor, que lhe “mutilou parte do nariz”.

No comunicado, a GNR não especificou os ferimentos no rosto sofridos por este militar, mas acrescentou que foi transferido para o Hospital de S. José, em Lisboa, atendendo à gravidade dos mesmos e à necessidade de intervenção cirúrgica urgente.

O militar estava hoje a ser submetido a intervenção cirúrgica no S. José, disse também à Lusa a outra fonte policial contactada.

Segundo os esclarecimentos do Comando-Geral da GNR, o alegado agressor é um homem, de 33 anos, com antecedentes criminais.

Durante a madrugada, “também o detido teve necessidade de receber assistência hospitalar em Beja”, tendo posteriormente “tido alta”, indicou a força de segurança.

A GNR explicou que, às 03:30, no decorrer de uma ação de patrulhamento, os militares do Posto Territorial de Beja, pertencente ao Destacamento Territorial de Beja, abordaram um condutor.

Este, ao ser fiscalizado, “apresentou, em aparelho qualitativo, uma taxa de álcool no sangue igual ou superior ao legalmente admissível [e] foi encaminhado para o Posto Territorial de Beja, para ser submetido ao teste de alcoolemia em aparelho quantitativo”, pode ler-se.

“Após essa testagem, confirmou-se que o condutor se encontrava a conduzir em estado de embriaguez, uma vez que apresentou uma taxa de álcool no sangue superior a 1,2 g/l, a qual, segundo o artigo 292.º do Código Penal, é considerada como taxa crime”, disse a Guarda.

O condutor foi informado de que iria ser detido e notificado para comparecer perante o Ministério Público junto do Tribunal de Beja, explicou a GNR, acrescentando que, de seguida, o homem “adotou um comportamento extremamente agressivo e injurioso perante os militares presentes no posto territorial” e agrediu os três.

“Para efetivar a detenção, foi necessário utilizar a força estritamente necessária. Além dos ferimentos causados aos militares, foram ainda registados vários danos no interior do posto”, indicou ainda a Guarda.

O ministro da Administração Interna transmitiu “solidariedade” com os militares da GNR agredidos na madrugada de hoje, em Beja, tendo um ficado ferido com gravidade após lhe ter sido mutilado o nariz, e garantiu que “as responsabilidades serão apuradas”.

Em declarações aos jornalistas, no Porto, onde participou no ciclo de seminários “Caminhos da Humanidade”, da Universidade Portucalense, José Luís Carneiro disse ter tido conhecimento de que a agressão foi “bastante dura”.

“Tive hoje conhecimento que um guarda da GNR foi agredido de uma forma bastante dura. Deixo ficar uma palavra de solidariedade a esses agentes de autoridade porque como tenho dito, e reiterado, sempre que alguém ofende as forças de autoridade democrática está a ofender o Estado de direito”, disse o ministro.

José Luís Carneiro acrescentou que “havendo dados que coloquem em causa o bom exercício da autoridade, as responsabilidades serão apuradas”.