Dois suspeitos da morte de pianista encontrado em poço na Moita em prisão preventiva - TVI

Dois suspeitos da morte de pianista encontrado em poço na Moita em prisão preventiva

  • Agência Lusa
  • MJC
  • 12 mai 2023, 23:15
PJ

Os quatro arguidos, três homens de 27, 46 e 47 anos e uma mulher de 45, são suspeitos dos crimes de homicídio qualificado, ofensas à integridade física graves, tráfico de estupefacientes, abuso de cartão de garantia e profanação de cadáver

O Tribunal do Barreiro decretou hoje a prisão preventiva de dois dos quatro suspeitos do homicídio de um homem de 62 anos, na Moita, e apresentações às autoridades para outros dois, revelou hoje a Polícia Judiciária (PJ) de Setúbal.

Os quatro arguidos, três homens de 27, 46 e 47 anos e uma mulher de 45, detidos quarta-feira pela Polícia Judiciária de Setúbal, são suspeitos dos crimes de homicídio qualificado, ofensas à integridade física graves, tráfico de estupefacientes, abuso de cartão de garantia e profanação de cadáver.

Segundo um comunicado divulgado quinta-feira pela Polícia Judiciária, a vítima, cujo corpo foi encontrado no dia 16 de março no interior de um poço na localidade do Penteado, no concelho da Moita, distrito de Setúbal, foi mais tarde identificada como sendo o pianista de jazz Pedro Queiroz.

De acordo com a judiciária, Pedro Queiroz, que era consumidor de produtos estupefacientes, ter-se-á desentendido com um dos detidos, que era seu fornecedor. Desse desentendimento, que ocorreu na residência do fornecedor, este, juntamente com outro dos detidos, terá agredido a vítima de forma violenta, deixando-a inanimada.

Em seguida, refere o comunicado da PJ, a vítima foi amarrada, amordaçada e fechada no interior de uma casa de banho, onde viria a morrer dias depois.

Ainda de acordo com a judiciária, os três homens detidos decidiram, em conjunto, desfazer-se do corpo, despejando-o no poço onde viria a ser localizado. A mulher detida é considerada cúmplice por ter participado no crime de uso do cartão bancário da vítima.

Na origem do crime, acredita a Polícia Judiciária de Setúbal, estará o facto de os detidos saberem que a vítima tinha posses financeiras, pelo que terão estabelecido entre eles uma forma de se apoderaram do dinheiro, que utilizaram para aquisição de bens.

Dois dos detidos já tinham antecedentes criminais pelos crimes de tráfico de estupefaciente e roubo.

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