Sobrecarga de trabalho leva farmacêuticos dos hospitais de Coimbra a entregar escusa de responsabilidade - TVI

Sobrecarga de trabalho leva farmacêuticos dos hospitais de Coimbra a entregar escusa de responsabilidade

  • Agência Lusa
  • CV
  • 5 jul 2022, 09:52
"Os colegas começam a ter medo". Farmacêuticos pedem escusa de responsabilidade no IPO do Porto

A sobrecarga, que já acontece num período normal de trabalho, tenderá a agravar-se “em período de férias”

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Cerca de 50 a 55 farmacêuticos do Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra (CHUC) vão esta terça-feira entregar um pedido de escusa de responsabilidades, face à sobrecarga do trabalho, afirmou fonte sindical.

O pedido de escusa de responsabilidades será entregue junto da administração daquele hospital por estarem “sistematicamente sobrecarregados”, disse à agência Lusa o presidente do Sindicato Nacional dos Farmacêuticos (SNF), Henrique Reguengo.

“Com o aumento das exigências que a profissão tem tido ao longo dos últimos anos e com a saída de colegas que se vão reformando, os que ficam estão numa situação de sobrecarga tal que têm receio de cometer erros profissionais”, salientou o dirigente sindical.

De acordo com Henrique Reguengo, “há muito tempo que não se dá atenção àquilo que é a atividade farmacêutica no SNS [Serviço Nacional de Saúde]”, estando os mapas de pessoal desatualizados face às necessidades dos hospitais.

Para o presidente do sindicato, os farmacêuticos do CHUC têm receio que, face ao cansaço e sobrecarga, possam ser cometidos erros “que não deviam acontecer, sobretudo numa área tão sensível como é a terapêutica”.

“Estão a chamar a atenção das direções das instituições e do poder político para esta situação e a tentarem proteger-se de algum erro que eventualmente possam vir a cometer por não terem condições adequadas para exercerem as suas funções”, sublinhou.

Segundo Henrique Reguengo, já houve situações semelhantes no Centro Hospitalar e Universitário do Porto e no IPO do Porto.

“Não é o sindicato que anda a estimular a revolta dos colegas. É exatamente o contrário. Os colegas sentem que precisam de ser protegidos e que precisam de fazer alguma coisa que mude esta situação, para que a área tenha a atenção que necessita”, frisou.

Na ótica do dirigente sindical, a sobrecarga, que já acontece num período normal de trabalho, tenderá a agravar-se “em período de férias”.

“Não é fácil de aguentar”, assegurou.

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