Operação "Rigor Mortis". Hospital de Santa Maria averigua se há situtações "menos regulares" após buscas da PJ - TVI

Operação "Rigor Mortis". Hospital de Santa Maria averigua se há situtações "menos regulares" após buscas da PJ

  • Agência Lusa
  • MP
  • 12 mar, 19:06
Hospital de Santa Maria (Rodrigo Cabrita/Getty Images)

Polícia Judiciária realizou dez buscas domiciliárias e uma nas instalações da casa mortuária do Hospital de Santa Maria “por fortes suspeitas” da prática do crime de recebimento ou oferta indevidos de vantagem

O presidente da ULS Santa Maria disse estar a colaborar com as autoridades e aguardar pelas conclusões da investigação da Polícia Judiciária em curso, e que a nível interno também está a verificar se há situações “menos regulares”.

A Polícia Judiciária (PJ) realizou esta quinta-feira dez buscas domiciliárias e uma nas instalações da casa mortuária do Hospital de Santa Maria, em Lisboa, “por fortes suspeitas” da prática do crime de recebimento ou oferta indevidos de vantagem.

Em comunicado, a PJ informou que a operação “Rigor Mortis” foi desencadeada após a denúncia de que “funcionários da casa mortuária recebiam contrapartidas monetárias, pagas por diversas agências funerárias, para prepararem os corpos de pessoas falecidas em meio hospitalar, permitindo, dessa forma, que o levantamento dos corpos fosse efetuado de forma mais célere”.

Questionado esta tarde pelos jornalistas, depois da inauguração formal pela ministra da Saúde, Ana Paula Martins, da Unidade de Cuidados Intensivos Neonatais do Hospital de Santa Maria, o responsável disse que o processo está em curso e que vai aguardar pelas conclusões.

Carlos Martins disse não saber de onde partiu a denúncia que levou à investigação, acrescentando que houve um conjunto de medidas em tempo, “de correção de algumas situações menos regulares”. “Foi uma ação dentro do que é normal quando há denúncias”, afirmou.

O responsável afirmou que a ação da Polícia Judiciária decorreu às 7:00 desta quinta-feira, a qual ficou concluída ao final da manhã.

“Às 8:00 reuni com quem tinha de reunir internamente para tentar perceber algumas situações, e vou continuar a acompanha-las, numa tentativa de verificar internamente se há algo que deva ser corrigido, ou alguma situação que mereça da nossa parte alguma decisão”, explicou Carlos Martins.

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