A Deco questiona a fórmula de avaliação da capacidade financeira dos particulares para pagar as prestações da casa no cenário de um aumento considerável das taxas de juro. A associação para a defesa do consumidor tem recebido vários pedidos de ajuda de particulares que contrataram créditos à habitação há poucos anos, em 2021 ou mesmo já em 2022, e já começam a sentir dificuldades em suportar esse encargo.

“Não tem sido visível da parte das instituições financeiras grande abertura para apoiar as famílias que apresentam grandes dificuldades para pagar os seus créditos”, entende a diretora do Gabinete de Proteção Financeira da Deco, Natália Nunes, em declarações ao Público (acesso condicionado).

Com a Euribor a 12 meses a passar de -0,5% para 3% em um ano, já foi anulada “a almofada” imposta na Medida Macroprudencial para o Crédito, que obriga a calcular a taxa de esforço com uma taxa de juro mais alta. Ou seja, soma-se 3% taxa de referência no momento da contratação do empréstimo.

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