Em junho de 2020, um dia antes do 49.º aniversário, Robert Glynn, um soldador de Worsley, em Manchester, recebeu a notícia que ninguém queria receber: a dor no ombro que não o deixava dormir era, afinal, um cancro nas vias biliares.

De acordo com o The Guardian, este tipo de cancro agressivo e raro faz com que as células que revestem os canais biliares se multipliquem e cresçam mais do que deveriam. Quando Glynn foi diagnosticado, o cancro já se tinha espalhado para a glândulas suprarrenais e fígado, com tumores demasiado grandes para que pudesse ser operado. O diagnóstico era estádio IV com prognóstico pessimista.

"Pedi ao meu médico para ser honesto comigo e dizer-me quanto tempo de vida é que eu tinha e ela disse-me doze meses", recorda Glynn.

Tudo mudou quando o soldador foi referenciado para o ensaio de imunoterapia na Fundação Christie NHS, em Manchester. Glynn foi submetido ao tratamento com um medicamento experimental que já tinha sido aprovado para tratamentos de cancro do pulmão, dos rins e esófago. 

Antes do tratamento, as análises ao tumor de Glynn mostraram que este tinha uma elevada carga de mutações genéticas nas células, o que sugeria que poderia ter uma boa resposta ao tratamento por intravenosa combinado com quimioterapia. 

O tratamento resultou e Robert Glynn, que apenas tinha doze meses de vida, está agora livre do cancro graças ao tratamento experimental - que ainda não tem nome. "Não estaria aqui" se não fossem os resultados notáveis, confessa.

No Reino Unido, de acordo com dados da Fundação, cerca de mil pessoas são diagnosticadas anualmente com este tipo de cancro. 

CNN Portugal / AM