INE confirma abrandamento da inflação para 2,8% em junho - TVI

INE confirma abrandamento da inflação para 2,8% em junho

  • Agência Lusa
  • BCE
  • 10 jul, 11:31
Dinheiro (Freepik)

Em junho, a variação do índice relativo aos produtos energéticos foi confirmada em 9,4%, contra 7,8% um mês antes

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A taxa de inflação homóloga abrandou para 2,8% em junho, menos 0,3 pontos percentuais (p.p.) que no mês anterior, confirmou esta quarta-feira o Instituto Nacional de Estatística (INE).

“A variação homóloga do IPC foi 2,8% em junho de 2024, taxa inferior em 0,3 p.p. à registada no mês anterior. Com arredondamento a uma casa decimal, esta taxa coincide com o valor da estimativa rápida divulgada a 28 de junho”, refere o INE numa nota divulgada.

O indicador de inflação subjacente (índice total excluindo produtos alimentares não transformados e energéticos) em junho foi revisto em alta em 0,1 p.p., para 2,4%, contra 2,7% em maio.

Em junho, a variação do índice relativo aos produtos energéticos foi confirmada em 9,4%, contra 7,8% um mês antes.

O índice relativo aos produtos alimentares não transformado abrandou para 1,8% (2,5% em maio), tendo sido revisto em baixa face aos 2,0% estimados no final de junho.

Em termos mensais, o IPC apresentou uma variação nula, depois de subidas de 0,2% em maio e de 0,3% um ano antes.

Também a variação média dos últimos 12 meses foi confirmada em 2,5%, o equivalente a uma descida de 0,1 p.p. face à média nos 12 meses anteriores a maio.

Sem produtos alimentares não transformados e energéticos, a taxa de variação média a 12 meses foi de 3,0%, enquanto a variação mensal foi de -0,2%, contra 3,3% e 0,3% no mês de maio, respetivamente.

Quanto ao Índice Harmonizado de Preços no Consumidor (IHPC) português, este registou uma variação homóloga de 3,1%, em linha com o estimado no final de junho. Este valor foi inferior em 0,7 p.p. ao registado em maio, mas superior em 0,6 p.p. ao estimado pelo Eurostat para a área do Euro (em maio a taxa em Portugal tinha sido superior à da área do Euro em 1,2 p.p.).

“Esta desaceleração deve-se em grande medida à redução dos preços dos hotéis, cuja aceleração registada em maio se deveu essencialmente a um evento cultural de dimensão relevante ocorrido em Lisboa”, explica o INE.

Sem produtos alimentares não transformados e energéticos, o IHPC em Portugal foi de 2,7% em junho, contra 3,6% em maio e abaixo da taxa correspondente para a área do Euro, estimada em 2,8%.

Em junho, o IHPC registou uma variação mensal de -0,3% (1,0% no mês anterior e 0,4% em junho de 2023) e uma variação média dos últimos 12 meses de 3,2% (3,3% no mês precedente).

Exportações e importações diminuem 1,5% e 3,4% em maio

As exportações e importações de bens diminuíram 1,5% e 3,4%, em maio, em termos nominais e homólogos, com destaque para a queda de 10% nas exportações de material de transporte.

De acordo com as estatísticas do comércio internacional, publicadas pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), em maio, excluindo combustíveis e lubrificantes, registaram-se decréscimos de 2,4% nas exportações e de 4,2% nas importações (+12,2% e +12,4%, respetivamente, em abril de 2024).

No mês em análise, os preços mantiveram-se inalterados nas exportações e desceram 2% nas importações (-1,8% e -3,8%, respetivamente, em abril de 2024; -2,8% e -6,9% em maio de 2023).

Já excluindo os produtos petrolíferos, registaram-se descidas de 0,8% nas exportações e de 3,2% nas importações (-2,4% e -4,5%, respetivamente, em abril de 2024; +2,1% e -3,1% em maio de 2023).

O défice da balança comercial atingiu 2.234 milhões de euros, o que representa uma diminuição de 216 milhões de euros, em termos homólogos, mas excluindo combustíveis e lubrificantes, o défice totalizou 1.695 milhões de euros, refletindo um decréscimo de 194 milhões de euros.

No trimestre terminado em maio de 2024, as exportações e as importações diminuíram 1,2% e 2,6%, respetivamente, em termos homólogos (0,0% e -0,8%, pela mesma ordem, no trimestre terminado em abril de 2024).

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