O Millwall está a ponderar processar a autarquia de Westminster pela distribuição de um livro infantil sobre racismo. Na obra, o clube inglês é associado ao grupo Ku Klux Klan.
O livro - «A história de Paul Canoville» – fala do primeiro negro a alinhar no Chelsea, que foi vítima de abusos racistas na década de 1980. Refere, especificamente, como foi insultado por adeptos do Millwall, vestidos como membros do Ku Klux Klan.
O episódio é ilustrado com um desenho de um membro do grupo racista, vestido com a túnica e capuz pontiagudo brancos, característicos do Ku Klux Klan. Porém, conta com o símbolo do Millwall no peito.
Ao lado há um jogador que afirma: «O racismo nunca acabou. Fui gravemente insultado num jogo de reservas com o Millwall, mas depois pude mostrar aos racistas a minha medalha de campeão da segunda divisão de 1984.»
A Câmara Municipal de Westminster confirmou que não vai distribuir mais exemplares e que todo o material em sua posse será destruído. Pediu, também, desculpas por utilizar a imagem do clube de «forma insensível para retratar o problema histórico do racismo no futebol».
Ainda assim, o Millwall, terceiro classificado do segundo escalão inglês, está a analisar a posição legal sobre o assunto.