Miguel Cardoso quer «fazer história» na final da Champions africana - TVI

Miguel Cardoso quer «fazer história» na final da Champions africana

Miguel Cardoso, treinador do Mamelodi Sundowns (KHALED DESOUKI/Getty)

Treinador de 52 anos espera ser feliz no comando do Mamelodi Sundowns

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Miguel Cardoso, técnico português que orienta os sul-africanos do Mamelodi Sundowns, vai realizar a segunda final consecutiva da Liga dos Campeões africana. Nesta que será uma final a duas mãos, o emblema sul-africano enfrenta os egípcios do Pyramids.

Devido à particularidade de ser jogada em duas mãos, o treinador português garantiu que a equipa tem de ser «forte e consistente». Contudo, o desejo de fazer história está bem assente na mente do técnico. 

«A última vez que o Mamelodi Sundowns ganhou a Liga dos Campeões foi em 2016. É uma grande oportunidade de voltar a fazer história, mas com a consciência de que não há favoritos claros. Nós temos um pouco mais de experiência neste tipo de jogos, mas o Pyramids também tem uma equipa muito forte», referiu o treinador em declarações à agência Lusa.

Miguel Cardoso diz esperar uma «equipa fortíssima» que joga num dos «campeonatos mais fortes» em África. «Foi construída com critério e qualidade, assente num grande investimento financeiro, recheada de bons valores», rematou o português. 

O primeiro encontro joga-se na casa do Mamelodi Sundowns. A segunda e derradeira partida está marcada para a cidade do Cairo, no Egito. 

«É um contexto particular. Viajar do norte ao sul de África pode demorar 10 horas e seria difícil aos adeptos estarem presentes num campo neutro», começou por referir Miguel Cardoso. Ainda assim, o técnico tem a certeza de que não deixará de ser «um grande espetáculo».

Cardoso fez ainda referência à dificuldade da competição, da qual as «as pessoas podem não ter bem a noção». Depois de terminar no segundo lugar da fase de grupos, a equipa do português eliminou, por exemplo, o Al Ahly nas meias-finais (equipa egípcia que venceu quatro vezes a competição nos últimos cinco anos). 

O técnico assumiu estar a viver «um dos momentos mais marcantes da carreira». O último clube que treinou em Portugal foi o Rio Ave, na temporada 2021/21.

Na época 2023/24 abraçou o projeto do Espérance de Tunis, da Tunísia, onde se sagrou campeão nacional e foi finalista vencido da Liga dos Campeões, frente aos egípcios Al Ahly. 

Este ano, foi campeão sul-africano e voltou a repetir a presença na final, tornando-se no terceiro português a chegar a esta decisão. Manuel José, com cinco finais, e Jaime Pacheco, com uma, foram os outros técnicos «lusos» que atingiram a final da competição. Apenas Manuel José já ergueu o troféu, em quatro ocasiões. 

«É dos momentos mais marcantes da minha carreira. Vencer os dois campeonatos, na minha estreia nos dois países, é algo que me realiza muito. Aliás, esta época até sou campeão na Tunísia e na África do Sul, porque ainda comecei a época [com sete jogos] no Espérance de Tunis antes deste desafio no Mamelodi Sundowns. Era aquilo que procurava: conseguir troféus e estar a disputar grandes jogos», confessou. 

O Malmelodi Sundowns recebe os egípcios do Pyramids, em Pretória, no sábado dia 24 de maio, com o apito inicial marcado para as 15 horas locais (14 horas em Lisboa). A segunda mão está agendada para o dia 1 de junho, no Cairo. 

Depois da final, os orientados de Miguel Cardoso vão estar presentes no Mundial de Clubes, onde o Mamelodi Sundowns faz parte do Grupo F (com o Borussia Dortmund, o Fluminense e o Ulsan Hyunda). 

O treinador português falou no «atrevimento» que a sua equipa quer ter nesta competição.  

«Temos ambição de competir e mostrar todo o nosso potencial. Sabemos os contextos, mas queremos ser atrevidos e jogar para ganhar. Só assim nos podemos desafiar, frente a equipas que, do ponto de vista teórico, vêm de campeonatos mais fortes», concluiu.

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