Dez anos depois, o golo de Eder na final do Euro 2016, que garantiu a Portugal o primeiro título de campeão da Europa da sua história, continua na memória de muito boa gente. Até na do selecionador da finalista derrotada França, Didier Deschamps, para quem o golo deveria ter sido anulado «por uma falta no início da jogada».
Em declarações ao jornal Ouest-France, o selecionador francês, cargo que ocupa desde 2012 e que deixará no fim do próximo Mundial, recordou as «desilusões muito fortes» que viveu nos últimos 14 anos, e a final do Europeu de 2016, que se disputou em solo gaulês, «ainda dói».
«Já não ganhávamos um título desde 2000 (além da Taça das Confederações em 2001 e 2003). (…) Mais tarde, cheguei até a saber, numa reunião da FIFA, que o golo de Portugal teria sido anulado se existisse VAR devido a uma falta no início da jogada. Mas isso não muda a história», explicou Deschamps.
Ainda assim, o selecionador francês, de 57 anos, elege a final perdida para a Argentina no Mundial 2022, no Qatar, como a que mais o marcou «porque ser campeão do mundo é o máximo que há».
«Se tiver de destacar uma, diria a de 2022, porque foi uma oportunidade perdida à escala mundial.», reforçou.
Didier Deschamps vai disputar, na América, a última grande prova de seleções no comando da França, que conduziu ao título mundial em 2018, na Rússia.
Os franceses integram o Grupo I do Mundial 2026, juntamente com Senegal, Noruega e Iraque.