Darron Lee, antigo jogador dos New York Jets na NFL, pode enfrentar a pena de morte no julgamento em que é acusado de ter assassinado a namorada, no estado do Tennessee, avança a estação televisiva norte-americana WTVC. A violência do crime sustenta essa possibilidade.
O ex-atleta, hoje com 31 anos, foi detido na semana passada, na cidade de Chattanooga, por, alegadamente, ter matado a companheira, Gabriella Carvalho Perpétuo, e adulterado provas do crime.
No tribunal onde Lee foi presente a um juiz, esta quarta-feira, os procuradores encarregues do caso revelaram que encontraram sangue «em quase todas as divisões da casa» em que o crime foi cometido.
«Havia sangue a escorrer na escadaria, no corrimão, nas paredes, no chão da sala de estar, no chão do corredor e nas escadas... Havia sangue em praticamente todas as divisões», testemunhou um dos detetives.
A autópsia feita ao corpo da vítima revelou um traumatismo cranioencefálico grave, o pescoço partido, hematomas por todo o corpo e até marcas de mordidelas no ombro e na coxa, para além de ferimentos por esfaqueamento nas pernas e lesões no rosto.
Lee, que quando contactou as autoridades para se dirigirem à casa da antiga namorada terá alegado que ela sofria de narcolepsia para tentar explicar a sua morte, vai continuar detido, sem possibilidade de caução, até pelo menos 9 de março, data da próxima sessão do julgamento.
No cadastro do antigo jogador de futebol americano, que fez carreira na NFL, entre 2016 e 2020, nas franquias dos New York Jets, Kansas City Chiefs e Buffalo Bills, consta uma acusação de agressão e violência doméstica, em 2023.
De acordo com a imprensa norte-americana, Darron Lee encontrava-se em liberdade condicional depois de ter sido acusado de agressão com recurso a uma arma na Flórida, tendo-se mudado para o Tennessee, de onde é natural, sem a aprovação do agente responsável pelo seu caso.