Boca-Fluminense: entre as histórias da final da Libertadores, Marcelo à beira de clube de elite - TVI

Boca-Fluminense: entre as histórias da final da Libertadores, Marcelo à beira de clube de elite

Decisão do Maracanã tem tudo o que faz um jogo grande e tem também entre os protagonistas craques que foram grandes na Europa e voltaram a casa. Lateral brasileiro pode juntar maior troféu da América do Sul à Liga dos Campeões. Sabe quantos o conseguiram?

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Há muitas histórias em volta do Boca Juniors-Fluminense deste sábado. Final da Libertadores no Maracanã, os argentinos à procura da sétima conquista e a tentar quebrar a recente hegemonia brasileira na discussão do maior troféu de clubes da América do Sul, os cariocas em busca do primeiro título. Tudo o que faz um jogo grande também para lá dos limites, já marcado por violência com adeptos. Entre essas histórias há também a dos dois veteranos que foram grandes na Europa e, seguindo uma tendência crescente, regressaram ao continente que os viu nascer. Cavani e Marcelo. E há um marco à vista para o lateral, que pode entrar numa lista muito restrita, a dos jogadores que foram campeões europeus e sul-americanos de clubes.

Nos últimos anos, muitos jogadores sul-americanos decidiram voltar a casa no final da sua carreira, depois de terem chegado ao topo na Europa. Além de Cavani e Marcelo, Luis Suarez, James Rodríguez, Arturo Vidal ou Hulk coincidem nesta altura no futebol continental, seguindo os passos de jogadores como Ronaldo, Roberto Carlos, Ronaldinho Gaucho, Kaká, Hulk, Rafinha ou David Luiz.

Alguns deles já tinham sido campeões europeus e conseguiram vencer o maior título sul-americano, campeões em ambos os lados do Atlântico, invertendo em alguma medida a tendência que definia um percurso no sentido inverso, a consagração na América do Sul antes das conquistas na Europa.

No total, são apenas 13 os jogadores que somaram as duas conquistas, num clube onde entram apenas brasileiros, na maioria, e argentinos. Curiosamente, o primeiro deles foi o único a conseguir fazê-lo no mesmo ano. Em 1995, o argentino Juan Pablo Sorín, que acabara de se sagrar campeão do mundo sub-20, transferiu-se do Argentino Juniors para a Juventus e esteve em campo no início da campanha que culminaria com a conquista da Liga dos Campeões pela Vecchia Signora. Mas, com poucas oportunidades na equipa, foi cedido ao River Plate em janeiro. E foi uma das figuras da campanha do River até à vitória na Libertadores em 1996.

Nos anos que se seguiram, os jogadores que somaram as duas conquistas começaram por vencer a Libertadores, antes de rumarem à Europa. Essa tendência começou a ser invertida por um enorme craque: Ronaldinho Gaúcho, que em 2013 foi campeão sul-americano pelo Atlético Mineiro, ele que já tinha vencido a Liga dos Campeões com o Barcelona.

David Luiz, que em 2022 venceu a Libertadores com o Flamengo, foi o mais recente jogador a celebrar o maior troféu da América do Sul depois de ser campeão europeu de clubes. Mas depois dele houve outro jogador a aumentar essa lista. E ainda a subir a parada. Aos 23 anos, Julián Alvarez foi campeão sul-americano com o River Plate, campeão europeu com o Manchester City e em cima disso é também campeão do mundo, depois de ter celebrado o título da Argentina no Mundial 2022.

Esse clube é ainda mais restrito. Até hoje, apenas cinco jogadores conseguiram essa tripla de ouro. E Álvarez foi o primeiro argentino. Antes disso, tinham-no conseguido quatro brasileiros, todos campeões do mundo em 2002: Dida, Cafú, Roque Junior e Ronaldinho.

Além de Sorín, há outro jogador que somou as duas conquistas tendo deixado um dos clubes a meio da época. É Ramires, o médio que foi campeão europeu com o Chelsea e fez parte da campanha do Palmeiras em 2020, embora tenha rescindido antes da final.

Na lista de jogadores que já venceram ambas as competições, que pode ver na galeria associada a este artigo, não entram aqueles que não jogaram qualquer minuto em alguma das campanhas. São os casos dos argentinos Solari, campeão europeu com o Real Madrid em 2002 e que fez parte do plantal do River vencedor da Libertadores em 1996, mas não jogou na prova, e do antigo guarda-redes Willy Caballero, que esteve no Boca (2000) e Chelsea (2020/21), sem ter jogado.

Na final de 2023, é Marcelo quem tem esse marco no horizonte. Cavani, que chegou ao Boca Juniors depois de ter representado Palermo, Nápoles, PSG, Manchester United e Valencia, nunca venceu a Liga dos Campeões. O lateral brasileiro, em contrapartida, tem cinco Champions no palmarés.

Aos 35 anos, Marcelo voltou ao clube que o lançou, antes de rumar ao Real Madrid, para uma carreira ímpar em que conquistou cinco Taças dos Campeões Europeus. Desde que regressou ao Flu, em março, fez 25 jogos, incluindo sete na campanha até à final da Libertadores. Agora, pode enriquecer ainda mais a sua lenda.

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