Última actualização 19:43
Pouco depois de ter sido anunciado o fim do regime egípcio liderado por Hosni Mubarak, as reacções têm-se sucedido. Desde elementos ligados à oposição, que pediam o afastamento do presidente, há três décadas do poder, à comunidade internacional.
Aquele que se tornou o rosto da oposição ao regime nas últimas semanas, Mohamed ElBaradei, foi dos primeiros a congratular-se com esta página nova que foi virada na história do país. «Este o melhor dia da minha vida. O país foi libertado após décadas de repressão», disse, citado pela agência AP.
Pouco depois, entrevistado pela cadeia televisiva Al Jazeera, o prémio Nobel da Paz disse que o principal agora é assegurar que país entre na via democrática, propondo um período de transição de um ano, que permita a criação de partidos e condições para que o povo possa decidir o seu futuro.
«A principal ideia é que o povo e o exército trabalhem juntos para se chegar a um ponto em que se possa realizam eleições justas presidenciais e parlamentares», apontou.
A Irmandande Muçulmana, um movimento banido por Mubarak, considerou esta uma «vitória do povo egípcio» e espera agora pelos passos que serão tomados pelos militares.
O secretário-geral das Nações Unidas apela a uma «transição transparente, ordeira e pacífica». Ban Ki-moon pediu também «eleições livres, justas e credíveis» no Egipto de forma a que possam conduzir à estabilização civil no país.
O presidente da Comissão Europeia, Durão Barroso, saudou decisão «responsável» de Mubarak em «ouvir as vozes do povo egípcio», e desafiou os líderes do exército a actuaram também com responsabilidade buma declaração conjunta com o presidente do Conselho da União Europeia, Herman Van Rompuy, e com a Alta Representante da UE para os Negócios Estrangeiros, Catherine Ashton.
A Casa Branca anunciou que o presidente dos EUA, Barack Obama, foi informado da decisão de Mubarak deixar o poder durante uma reunião na Sala Oval. Para as 18:30 (em Lisboa) está prevista uma reacção por parte do chefe de Estado norte-americano.
Contudo, o vice-presidente, Joe Biden, já saudou esta decisão de Mubarak, considerou que esta mudança deve ser irreversível.
A chanceler alemã, Angela Merkel, descreveu este como um momento histórico, salientando que Mubarak prestou um serviço ao país ao demitir-se.
O presidente francês Nicolas Sarkozy considera que o Egipto deve agora tomar medidas para que decorram eleições livres. Em comunicado emitido pelo Palácio do Eliseu, refere que «França anseia que as novas autoridades egípcias tomem os passos necessários para o estabelecimento democrático das instituições através de eleições livres e transparentes».
O primeiro-ministro britânico, David Cameron, apelou por sua vez a uma transição «aberta, democrática e livre».
Israel, que tem acompanhado com cautela este processo, já expressou o desejo de que o acordo de paz com o Egipto se mantenha em vigor com um próximo governo. Enquanto isso, na Faixa de Gaza milhares de palestinianos festejam também a queda do regime.
O secretário geral da Liga Árabe, o egípcio Amr Moussa, descreveu esta como «a revolução branca», que abre novas oportunidades ao país. Moussa recusou contudo dizer se está a equacionar uma futura candidatura à presidência do país.
Mundo reage ao fim do regime de Hosni Mubarak
- Redação
- 11 fev 2011, 17:16
01:31
Mundo reage à demissão de Mubarak
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ElBaradei propõe período de transição de um ano para preparar eleições livres e justas
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