O que fazer se tiver comido broa de milho numa das localidades em que a DGS pede para que a broa não seja comida (e ainda outros esclarecimentos para toda a gente) - TVI

O que fazer se tiver comido broa de milho numa das localidades em que a DGS pede para que a broa não seja comida (e ainda outros esclarecimentos para toda a gente)

  • CNN Portugal
  • MJC
  • 10 ago 2023, 18:15
Broa de milho. AP Photo

A Direção-Geral da Saúde (DGS) emitiu uma recomendação para que os cidadãos de certas zonas do país evitem comer broa de milho. Em causa estão 187 casos suspeitos de toxinfeção

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A Direção-Geral da Saúde (DGS) emitiu uma recomendação para que os cidadãos de certas zonas do país evitem comer broa de milho. Em causa estão 187 casos suspeitos de toxinfeção que já foram detetados em quatro distritos do país e que levaram mesmo 43 pessoas aos hospitais.

Quais são as localidades onde a DGS pede que não se coma a broa?

São as seguintes: Pombal, Ansião, Leiria, Marinha Grande, Pedrógão Grande (distrito de Leiria), Ourém (Santarém), Figueira da Foz, Condeixa-a-Nova e Coimbra (Coimbra) Ílhavo e Vagos (Aveiro).

E nas outras localidades pode-se comer broa à vontade?

O médico especialista em saúde pública Bernardo Gomes explica à CNN Portugal que este alerta surge na sequência de um trabalho conjunto entre a DGS e a ASAE - Autoridade de Segurança Alimentar e Económica, desenvolvido ao longo das últimas semanas, à medida que os casos foram sendo registados - entre 21 de julho e 9 de agosto. "A gestão de uma situação destas inclui uma série de outras ações, além da comunicação do alerta. Antes e ao mesmo tempo em que esta informação foi divulgada, está a acontecer o rastreio dos casos, a sua confirmação, a suspensão e apreensão dos lotes suspeitos. Se o alerta é lançado com esta especificação é porque já se sabe que se trata de um fenómeno loco-regional e que estes distritos são aqueles onde os casos referenciados ou onde os lotes em causa foram identificados."

Qual é a causa desta toxinfeção?

A DGS suspeita que suspeita que a origem da toxinfeção pode estar relacionada com a farinha usada na confecção da broa de milho. O período de incubação - o tempo decorrido entre o consumo de alimentos e o aparecimento dos primeiros sintomas - pode variar de alguns minutos até horas e dias, de acordo com o tipo de agente e a quantidade de alimentos ingeridos. Outro fator que o pode influenciar é o facto de os sintomas resultarem de uma intoxicação ou de uma infeção. Na intoxicação os indícios aparecem mais rapidamente porque a toxina já está presente no alimento ingerido, enquanto na infeção o período de incubação é mais longo, pois as bactérias e os vírus demoram algum tempo a desenvolver-se no aparelho digestivo. Neste caso, sabemos que os sintomas foram observados cerca de 30 minutos a duas horas após a ingestão de alimentos. Ou seja, segundo Bernardo Gomes, tudo indica que se tratará de uma toxina, uma vez que se manifesta poucas horas após a ingestão.

Quais são os sintomas a que deve estar atento?

Secura da boca, alterações visuais, tonturas, confusão mental e diminuição da força muscular foram os efeitos mais registados pela DGS.

O que fazer se tiver ingerido broa e tiver algum dos sintomas?

O conselho de Bernardo Gomes é claro: "Dirija-se às urgências". Uma vez que estamos perante uma toxinfeção que ainda está a ser estudada, e tendo em conta que cada organismo é diferente de outro, Bernardo Gomes afirma que não vale a pena correr riscos. Além disso, "não se trata só de um cuidado individual", sublinha. "Cada caso registado trará mais informação, é mais uma peça que ajuda a construir este puzzle."

Devemos ficar preocupados?

Bernardo Gomes acredita que não há motivo para alarme. Primeiro porque os casos identificados não foram muito graves: na maioria dos casos verificou-se ausência da sintomatologia em poucas horas, com sintomas classificados como ligeiros, com apenas 43 dos casos suspeitos a necessitarem de cuidados hospitalares. E, depois, porque na opinião deste médico, a informação da DGS permite-nos concluir que a causa da intoxicação já foi identificada e que já foram tomadas as adequadas medidas de contenção. "Estou convencido de que a informação que saiu indica que estamos muito próximos de a situação ser deslindada."

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