Trump pede à Austrália que dê asilo às jogadoras do Irão que não cantaram o hino - TVI

Trump pede à Austrália que dê asilo às jogadoras do Irão que não cantaram o hino

Donald Trump (Matt Rourke/AP)

Presidente dos EUA está convencido que as jogadoras «serão mortas» se voltarem ao país de origem

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Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, apelou à Austrália que conceda asilo às jogadoras da seleção feminina do Irão que se recusaram a cantar o hino, advertindo que, se regressarem ao país de origem, «certamente serão mortas».

Através da rede social Truth Social, Donald Trump classificou o eventual retorno das jogadoras ao Irão como um «terrível erro humanitário».

O presidente norte-americano dirigiu-se ao primeiro-ministro australiano, Anthony Albanese, para assegurar que «os Estados Unidos irão acolhê-las se vocês não o fizerem».

O incidente ocorreu antes do Irão defrontar a Coreia do Sul, na passada segunda-feira, quando as futebolistas decidiram não cantar o hino nacional, num gesto interpretado como apoio aos protestos contra o regime de Teerão. A imprensa estatal iraniana classificou mesmo a conduta das jogadoras como «traição» em tempo de guerra e exigiu punições severas.

Entretanto, a Federação Internacional de Associações de Futebolistas Profissionais (FIFPro) exigiu garantias de segurança para as jogadoras, tendo o seu presidente, Beau Busch, revelado que a organização perdeu o contacto direto com o grupo após a escalada do conflito militar no Médio Oriente.

Perante o risco de represálias, uma petição dirigida ao Governo australiano já reuniu mais de 68.500 assinaturas a solicitar asilo político às jogadoras. Na última noite, um grupo de manifestantes tentou bloquear o autocarro da equipa à saída do estádio, gritando «salvem as nossas meninas».

As jogadoras, que acabaram por cantar o hino nos segundo e terceiro jogos da fase de grupos, concluíram a participação no torneio no domingo.

A qualificação da seleção feminina iraniana para esta prova — a primeira desde 2002 — foi amplamente celebrada por ativistas dos direitos humanos, num contexto de repressão que já causou 3.117 mortes confirmadas pelo regime islâmico, podendo o número real ser três vezes superior, segundo organizações internacionais.

Até ao momento, o primeiro-ministro Anthony Albanese e as autoridades de imigração australianas não emitiram qualquer comentário oficial sobre o pedido de asilo.

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