O presidente do Irão, Masoud Pezeshkian, emitiu um comunicado este sábado no qual pede desculpa aos países vizinhos do Golfo e impõe uma condição para suspender os ataques contra estes Estados - não ser alvo "de agressões". A declaração surge um dia depois de o presidente norte-americano, Donald Trump, ter afirmado que não negociaria com o Irão sem uma “rendição incondicional”.
Apesar do tom conciliatório dirigido aos países do Golfo, Pezeshkian mantém uma postura firme perante a comunidade internacional, afirmando na televisão estatal que o Irão “nunca se renderá”.
No entanto, e segundo a CNN, a situação no terreno continua a agravar-se. Nas últimas horas, o exército israelita anunciou o início de “uma ampla onda de ataques” sobre infraestruturas em Teerão e na cidade de Isfahan, onde se encontram instalações críticas para o programa nuclear iraniano. A ofensiva seguiu-se a uma noite de intensos bombardeamentos na capital e arredores.
Os ataques retaliatórios do Irão sobre Estados do Golfo prosseguiram, gerando sirenes de alerta no Bahrein e notificações de segurança em telemóveis em Doha, no Catar, com o Ministério da Defesa do país a confirmar que um míssil balístico tinha sido lançado pelo Irão. O mesmo, no entanto, acabou por ser intercetado.
Este sábado, este conflito no Médio Oriente entrou no seu oitavo dia. No último balanço feito pela agência governamental iraniana, mais de 1.200 pessoas já tinham perdido a vida.