Alcançado acordo para cessar-fogo entre Israel e palestinianos - TVI

Alcançado acordo para cessar-fogo entre Israel e palestinianos

  • CNN Portugal
  • AM; JGR
  • 13 mai 2023, 20:48
Ataque israelita à Faixa de Gaza (EPA/Lusa)

A ser cumprido, este acordo permite terminar com cinco dias de confrontos, que mataram cerca de 30 palestinianos, mais de metade civis, e um civil israelita

Israel e o movimento de Jihad Islâmica Palestiniana concordaram com um cessar-fogo mediado pelo Egipto que terá início às 22:00 locais (19:00 em Portugal), revelaram dois responsáveis palestinianos à Reuters.

O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, já emitiu um comunicado onde confirmava o acordo e expressava gratidão para com o presidente egípcio Abdel Fattah al-Sisi pelos seus esforços em encontrar a paz. Mas o líder israelita sublinha que "o silêncio irá ter como resposta o silêncio, e se Israel for atacado ou provocado, vai fazer tudo o que achar necessário para se defender". 

A Jihad Islâmica Palestiniana também iniciou o cessar-fogo com uma ameaça a Israel, caso estes lancem uma nova vaga de ataques.

"As forças de resistência [em Gaza] estão a concluir o conflito unidas e resolutas, e advertem o inimigo contra o retorno à política de assassinatos seletivos. Estamos prontos com a mão firme no gatilho e, se vocês voltarem, nós voltaremos", anunciou o grupo num comunicado publicado após o anúncio do acordo.

Segundo o jornal israelita Haaretz, após a hora do cessar-fogo, ainda se registavam explosões nas cidades de Sderot e Kissufim, a sul de Israel, que teriam como origem a Faixa de Gaza.

A ser cumprido por ambas as partes, este acordo permite terminar com cinco dias de confrontos, que mataram cerca de 30 palestinianos, mais de metade civis, e um civil israelita. O próprio movimento de Jihad Islâmica Palestiniana estará bastante fragilizado, depois de uma sequência de ataques estratégicos israelitas terem morto seis comandantes do grupo. 

Segundo as autoridades egípcias que mediaram o entendimento, os dois lados comprometeram-se a parar todas as hostilidades e, em particular, não atingir alvos civis.

Esta proposta foi aceite depois de três dias de negociações com sucessivas tentativas falhadas de encontrar um entendimento. A responsabilidade de supervisionar o respeito pelos termos do acordo vai ficar a cargo do Egito. 

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