Edifícios da ONU em Jerusalém Oriental demolidos pelas autoridades de Israel - TVI

Edifícios da ONU em Jerusalém Oriental demolidos pelas autoridades de Israel

  • Agência Lusa
  • AM
  • 20 jan, 09:01
UNRWA

Ministério dos Negócios Estrangeiros de Israel disse que o complexo não tem imunidade

Israel demoliu hoje edifícios dentro do complexo da sede da Agência das Nações Unidas de Assistência aos Refugiados da Palestina (UNRWA) em Jerusalém Oriental, testemunhou um fotógrafo da Agência France Presse.

Os edifícios foram demolidos pelas escavadoras deslocadas para o local. O complexo fica situado no bairro de Sheikh Jarrah, Jerusalém Oriental.

O Ministério dos Negócios Estrangeiros de Israel disse que o complexo não tem imunidade, e que a demolição foi realizada de acordo com as "leis israelitas e internacionais".

Um funcionário da agência das Nações Unidas acusou Israel de ter cometido "uma grave violação do direito internacional", bem como dos privilégios e imunidades da ONU.

ONU considera ilegal e grave demolição

A Agência das Nações Unidas de Assistência aos Refugiados da Palestina (UNRWA) denunciou hoje um "ataque sem precedentes" depois de Israel ter demolido edifícios na sede da organização em Jerusalém Oriental.

O diretor da UNRWA na Cisjordânia e em Jerusalém Oriental, Roland Frierich, disse à Agência France Presse que o "ataque sem precedentes" constituiu uma grave violação do direito internacional, bem como dos privilégios e imunidades das Nações Unidas. 

Da mesma forma, o porta-voz da agência, Jonathan Fowler, afirmou que, tal como todos os Estados-membros das Nações Unidas, Israel tem a obrigação de proteger e respeitar a inviolabilidade das instalações da organização.

A Agência das Nações Unidas de Assistência aos Refugiados da Palestina acusou ainda as forças israelitas de terem confiscado os equipamentos dos funcionários que foram depois expulsos à força da sede do organismo em Jerusalém Oriental.

As autoridades israelitas acusaram os responsáveis da agência de participar no ataque do Hamas, a 7 de outubro de 2023, que desencadeou a guerra na Faixa de Gaza.

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