Tóquio vai eliminar quotas de género para acesso ao ensino secundário - TVI

Tóquio vai eliminar quotas de género para acesso ao ensino secundário

  • Agência Lusa
  • DCT
  • 10 set 2023, 09:58
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Perante isto, em 2021, o conselho de educação japonês começou a implementar uma mudança gradual para um sistema de admissão conjunta para estudantes do sexo masculino e do sexo feminino.

A capital do Japão, Tóquio, vai eliminar as quotas de género para o acesso ao ensino secundário a partir da primavera, segundo o diário japonês The Asahi Shimbun.

A nova norma do conselho de educação aplicar-se-á aos atuais estudantes do terceiro ano do secundário que queiram ingressar em escolas públicas mistas, refere o periódico, na sua página 'online' em inglês, acrescentando que as quotas de género serão eliminadas tanto para as provas de acesso gerais como para as recomendadas.

O governo metropolitano de Tóquio e a Associação de Escolas Secundárias Privadas formalizarão a decisão numa reunião agendada para segunda-feira.

A medida das quotas, adotada em 1950, tinha como objetivo garantir que o ensino secundário tivesse igual número de rapazes e raparigas. Porém, com o tempo, a quota transformou-se em algo negativo para as meninas, dado que os professores chegaram a baixar deliberadamente as suas notas para cumprir com os números fixados, assinala a agência Europa Press.

Perante isto, em 2021, o conselho de educação japonês começou a implementar uma mudança gradual para um sistema de admissão conjunta para estudantes do sexo masculino e do sexo feminino.

Como medida atenuante, estabeleceu uma “quota conjunta” - de 10 por cento para o exame de admissão de 2022 e de 20 por cento para o acesso deste ano - segundo a qual os alunos foram aceites ou rejeitados apenas com base nas suas notas e independentemente do seu género.

As autoridades de Tóquio têm sido criticadas por manterem as quotas de acesso ao ensino secundário quando todos os outros 46 governos locais do Japão já as eliminaram, considerando-as “contrárias à igualdade de género”.

Ao eliminar as quotas baseadas no género, estima-se que o número de rapazes aceites nas escolas secundárias metropolitanas diminua em aproximadamente 600.

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