Pelo menos seis pessoas morreram e 20 ficaram feridas num ataque a tiro em Jerusalém na segunda-feira de manhã, segundo a Aljazeera que cita a Rádio do Exército de Israel. Seis dos feridos estão em estado grave.
Segundo a polícia israelita, dois atacantes chegaram de carro e abriram fogo numa paragem de autocarro em Ramot Junction.
De acordo com a Aljazeerra, dois homens abriram fogo no interior de um autocarro. Os suspeitos foram "neutralizados" por um agente de segurança e um civil que dispararam contra os autores do ataque, que morreram de imediato.
A Rádio do Exército de Israel disse que a polícia suspeita que os autores do ataque em Jerusalém eram palestinianos da Cisjordânia ocupada.
A polícia já descreve o ataque - um dos mais mortíferos na cidade dos últimos anos - como "terrorista". Segundo a polícia, foram recuperadas no local várias armas, munições e uma faca utilizada pelos atacantes.
"De repente, ouvi os tiros... Senti-me como se estivesse a correr durante uma eternidade. Pensei que ia morrer", afirmou Ester Lugasi, que ficou ferida no ataque, à televisão israelita a partir do hospital, citada pela Reuters.
O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu visitou o local do acidente e garantiu que as forças israelitas estavam a perseguir os suspeitos que ajudaram os atacantes.
O grupo militante palestiniano Hamas elogiou os dois “combatentes da resistência” palestinianos que, segundo o grupo, teriam realizado o ataque, mas não reivindicou a responsabilidade. A Jihad Islâmica, outro grupo militante palestiniano, também elogiou o tiroteio.