O ministro da Educação João Costa anunciou esta segunda-feira alterações às regras de avaliação dos alunos para a conclusão do ensino secundário. A CNN Portugal apresenta-lhe um guia, com perguntas e respostas, para que saiba todas as novidades anunciadas.

Quantos exames terão os alunos de realizar?

Os alunos vão ter de fazer três exames para a conclusão do ensino secundário, uma redução face aos quatro estipulados anteriormente. O exame nacional de Português é obrigatório, enquanto os outros dois serão escolhidos pelos próprios alunos.

Quanto vão pesar os exames na média final da disciplina em causa?

Os exames vão pesar 25% para a nota final da disciplina, valor mais reduzido face aos 30% de ponderação pedidos atualmente.

Vai haver disciplinas com ponderação superior às restantes?

Sim, as trienais vão ter maior ponderação que as bienais ou anuais. Disciplinas como o Português, lecionada em todos os anos do ensino secundário, ponderam três vezes, as bienais ponderam duas vezes e as anuais uma vez.

Os alunos que estão agora no 12.º ano vão ser abrangidos por estas alterações?

Não. O ministro João Costa descartou essa possibilidade por uma questão de “previsibilidade” e garantiu que, para estes alunos, as regras anteriores são as que vão vigorar.

Os alunos que estão agora no 10.º ano vão ser abrangidos por estas alterações?

Parcialmente. Os alunos que agora estão no 10.º ano vão ser abrangidos, no próximo ano letivo, pelo modelo dos três exames obrigatórios, em vez dos quatro atualmente pedidos. No entanto, só os alunos que frequentarem o 10.º ano no próximo ano letivo é que vão ser abrangidos pelas regras apresentadas esta segunda-feira na sua totalidade, já com a alteração às ponderações dos exames consoante a disciplina seja trienal, bienal ou anual.

Quanto vão pesar os exames para o acesso ao ensino superior?

As regras para o acesso ao ensino superior “estão a ser revistas” e vão ser apresentadas na sexta-feira, adiantou Elvira Fortunato. No entanto, é já sabido que as provas terão um peso mínimo de 45% no acesso ao ensino superior.

Pedro Falardo