João de Sousa: consultor cadastrado volta à prisão por plantar provas no caso Rosa Grilo - TVI

João de Sousa: consultor cadastrado volta à prisão por plantar provas no caso Rosa Grilo

João de Sousa (DR)

Em causa está um crime de favorecimento pessoal à mulher que acabou condenada por matar o marido, o triatleta Luís Grilo

João de Sousa, hoje "consultor forense" e antigo inspetor da Polícia Judiciária (PJ) que já cumpriu pena de prisão por corrupção ao serviço de um esquema de fraude fiscal associado ao negócio do ouro, deverá ter que voltar à cadeia de Évora. Agora, o cadastrado foi condenado a mais um ano em reclusão por ter plantado provas no caso Rosa Grilo. 

Em causa, o crime de favorecimento pessoal tentado à mulher que acabou condenada por ter matado o marido, o triatleta Luís Grilo, em Vila Franca de Xira. João de Sousa assessorava a advogada Tânia Reis, que defendia a suspeita, e ambos "formularam um plano com o propósito de prolongar o julgamento e criar dúvidas nos jurados e juízes quanto à culpabilidade de Rosa Grilo", segundo o tribunal de Vila Franca, que esta quinta-feira os condenou.

A magistrada referiu ainda que os arguidos alimentaram o "circo mediático" quando chamaram os jornalistas para contar que tinham descoberto dois fragmentos de projécteis de dois invólucros na banheira da casa onde o casal vivia - uma prova que era, afinal, plantada.

No caso da advogada Tânia Reis, foi condenada a seis meses de prisão com pena suspensa. O caso também deverá ter consequências disciplinares ao nível da Ordem dos Advogados.

Beneficiou de não ter antecedentes, ao contrário do cúmplice, que foi expulso, cadastrado que foi expulso da Polícia Judiciária depois de já ter sido condenado a cinco anos de prisão que cumpriu em Évora.

Agora, resta-lhe recorrer da sentença para adiar, ou tentar evitar, o regresso à prisão.

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