«João Félix? Não há muitos jogadores com uma perceção tão, tão bela» - TVI

«João Félix? Não há muitos jogadores com uma perceção tão, tão bela»

Roberto Martínez (FPF)

Roberto Martínez diz que o extremo do Barcelona é aquele tipo de jogador que os adeptos querem ver

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Roberto Martínez  diz que o João Félix que recebe agora na Seleção Nacional não é igual àquele que recebia em março, por exemplo. Por um lado é um jogador mais maduro e experiente, por outro lado é um jogador mais feliz.

«O futebol britânico, a Premier League, deu-lhe imenso. O João Félix cresceu muito no Chelsea. A Liga Inglesa é um campeonato que, para o jogador estrangeiro, desperta aspetos que não controla tão bem em campeonatos como Portugal ou Espanha: a segunda bola, a transição, o jogo direto, a bola parada... Isto torna os jogadores melhores mais completos», referiu.

«Para além disso, o João Félix tem hoje mais maturidade,Tem um papel muito importante no Barcelona e provavelmente só agora é que começa a ter a idade para lhe exigirmos o que lhe era exigido no passado.»

De resto, garante Roberto Martínez, a nível das capacidades individuais João Félix é o que todos já sabem: um jogador de facto muito especial.

«É um jogador que está feliz com o que pode dar à equipa. Não há muitos jogadores que consigam jogar por fora, por dentro, que têm capacidade de fintar, de girar, que tenham uma percepção do espaço e do tempo tão cristalina, tão, tão bela. Ele é aquele tipo de jogador que o adepto adora ver.»

Questionado sobre o segredo de Portugal para criar tantos jogadores de grande qualidade, Roberto Martínez respondeu que a origem de tudo  está «no futebol juvenil». 

«Surpreendeu-me muito, muito mesmo, porque é um país com cerca de dez milhões de habitantes e que tem hoje entre 80 e 90 jogadores de futebol a jogar nas Big-5. Portugal tem quatro clubes com um investimento muito alto na formação», respondeu.

«E depois há toda a estrutura: é uma coisa que nunca vi na Europa. Portugal tem uma liga nacional de sub-19, uma liga nacional de sub-23, depois tem as equipas B e depois a equipa principal. Isso permite aos clubes ter um grupo de oito jogadores por cada posição dos 17 aos 22 anos, o que cria futebolistas muito capazes e preparados para sair para o estrangeiro e continuar a sua evolução.»

Além disso, o português é neturalmente uma pessoa que se adapta facilmente a diferentes contextos.

«Num país como Portugal é uma coisa natural. O português fala línguas, tem mentalidade aberta e quer poder contribuir, por isso sai para o estrangeiro com muita confiança. E essa forma de ser do português é transmitida ao jogador de futebol.»

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