Biden reage a procurador que investigou retenção de documentos e nega má memória - TVI

Biden reage a procurador que investigou retenção de documentos e nega má memória

  • Agência Lusa
  • AM
  • 9 fev, 07:58
Joe Biden (EPA/Ting Shen)

Idade avançada do presidente dos EUA voltou a ganhar destaque na campanha eleitoral, na sequência de confusões de linguagem e dos comentários de Hur

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O presidente dos Estados Unidos defendeu que a sua memória "está bem", depois de o procurador especial Robert Hur afirmar horas antes que Joe Biden reteve intencionalmente documentos confidenciais quando era vice-presidente.

O procurador afirmou, num documento emitido no final da investigação, que Joe Biden mostrou uma "memória significativamente limitada" durante os interrogatórios realizados em 2023.

O líder norte-americano disse que a sua memória está em boas condições, numa conferência de imprensa improvisada na Casa Branca, na quinta-feira.

A idade avançada do presidente dos EUA voltou a ganhar destaque na campanha eleitoral, na sequência de confusões de linguagem e dos comentários de Hur.

O democrata, de 81 anos tinha, em teoria, motivos para contentamento, depois do procurador especial, nomeado para investigar um caso de má gestão de documentos confidenciais, ter anunciado que não vai processar o presidente norte-americano, candidato a um segundo mandato.

No entanto, o magistrado fez no relatório comentários politicamente devastadores para o atual chefe de Estado, em campanha contra o ex-Presidente Donald Trump, que há muito ataca Biden precisamente nas suas faculdades mentais e físicas.

De acordo com a agência de notícias France-Presse, Robert Hur argumentou que um júri teria dificuldade em condenar Joe Biden, retratando-o como um “homem mais velho, amigável e bem-intencionado, com má memória”.

Hur garantiu que, durante os interrogatórios, o presidente esqueceu-se das datas em que foi vice-presidente de Barack Obama e a data da morte de filho mais velho, Beau.

Os advogados do Presidente condenaram veementemente os comentários, que consideraram inadequados, argumentando que “este relatório utiliza uma linguagem altamente depreciativa para descrever o que acontece frequentemente às testemunhas: dificuldade em recordar acontecimentos que aconteceram há anos”.

Os adversários republicanos de Joe Biden reagiram imediatamente.

“Quando não temos as faculdades necessárias para sermos julgados […], certamente não temos as faculdades necessárias para estar na Sala Oval”, afirmou o líder dos republicanos na Câmara dos Representantes, Mike Johnson.

“Um homem idoso com má memória não deve ter os códigos nucleares”, disse Kevin Hern, congressista republicano de Oklahoma.

O médico de Biden, num relatório muito detalhado publicado há um ano, descreveu-o como estando “com boa saúde”.

Numa sondagem recente divulgada pela NBC, 76% dos eleitores inquiridos disseram estar preocupados com a capacidade física e mental de Joe Biden para cumprir um segundo mandato, em comparação com apenas 48% relativamente a Donald Trump.

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