JMJ: Cerca de dois mil militares da GNR em Fátima para deslocação do Papa - TVI

JMJ: Cerca de dois mil militares da GNR em Fátima para deslocação do Papa

  • Agência Lusa
  • DCT
  • 27 jul, 16:26
Operação da GNR (foto: Horácio Villalobos/Getty Images)

Pedindo às pessoas que cheguem a Fátima de forma atempada e preparada, o major avisou que, “particularmente nos dias 4 e 5”, as pessoas devem contar com alguns condicionamentos, seja na Cova da Iria, seja nos acessos a Fátima.

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Cerca de dois mil militares da Guarda Nacional Republicana (GNR) vão estar em Fátima para a deslocação do Papa Francisco ao santuário, no âmbito da Jornada Mundial da Juventude (JMJ), foi esta quinta-feira anunciado.

“No pico máximo, nós vamos ter em Fátima cerca de dois mil militares e o pico máximo prevê-se, naturalmente, no dia 05”, afirmou hoje à agência Lusa o major Carlos Canatário, oficial de comunicação e relações públicas da operação da GNR em Fátima.

Carlos Canatário esclareceu que o dispositivo da GNR “vai sofrer alterações e adaptações consoante as necessidades” verificadas neste período, sendo que já existe um “reforço de efetivo no terreno”.

Mais de um milhão de pessoas são esperadas em Lisboa para a JMJ, com o Papa Francisco, de 01 a 06 de agosto.

O Papa chega a Lisboa no dia 2 de agosto, tendo prevista uma visita de duas horas ao Santuário de Fátima no dia 5, para rezar pela paz e pelo fim da guerra na Ucrânia.

O major adiantou que a GNR dispõe de um “conjunto de valências policiais diferenciadas que procuram dar resposta às necessidades dos peregrinos nas mais diversas circunstâncias”, incluindo patrulhas apeadas, ciclo e a cavalo, operações especiais, ordem pública, cinotecnia e a inativação de explosivos.

“O nosso grande objetivo é procurarmos garantir o máximo de segurança possível com a mínima perturbação possível”, destacou, explicando que, no âmbito da cooperação internacional, vão estar na cidade-santuário elementos da Guardia Civil (Espanha), da Gendarmerie (França) e Carabinieri (Itália).

O oficial de comunicação e relações públicas esclareceu que há, “também, uma forte cooperação no âmbito da troca das informações com as congéneres estrangeiras”, para se perceber “essencialmente os fluxos que existem e, nomeadamente, com Espanha”, além da “cooperação interinstitucional muito forte”.

Neste último caso, referiu o Santuário de Fátima, Câmara de Ourém, Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil, Polícia de Segurança Pública, Sistema de Informações da República Portuguesa, a Força Aérea Portuguesa, Autoridade Aeronáutica Nacional e Instituto Nacional de Emergência Médica.

Para esta operação, a GNR “apostou muito na dimensão tecnológica que, essencialmente, procura, através de diversas ferramentas, conseguir perceber as movimentações das massas”, desde o trânsito a parques e bolsas de estacionamento, para depois disponibilizar, em tempo real, informação a quem se desloca ou está em Fátima, no âmbito de “uma parceria com a Vost Portugal”.

Explicando que a informação vai ser disponibilizada em permanência no sítio na Internet e nas redes sociais da GNR, Carlos Canatário pediu às pessoas para que também consultem a plataforma, que o Município de Ourém disponibilizou para este evento.

“Aquilo que pedimos é que as pessoas aproveitem o trabalho que todas estas entidades estão a fazer, para lhes disponibilizar informação em tempo, porque isso vai facilitar a vida de toda a gente”, frisou.

Na plataforma, estão por exemplo disponíveis o horário dos ‘transfers’ a partir de Ourém, Loureira (Leiria) e Ortiga (Fátima), que permite às pessoas deixarem o carro nas bolsas de estacionamento criadas pela Câmara e dirigirem-se ao santuário.

Pedindo às pessoas que cheguem a Fátima de forma atempada e preparada, o major avisou que, “particularmente nos dias 4 e 5”, as pessoas devem contar com alguns condicionamentos, seja na Cova da Iria, seja nos acessos a Fátima.

“Gostaríamos de destacar a possibilidade de existirem alguns constrangimentos no principal eixo, que é a Autoestrada 1”, declarou, notando que há alternativas que devem ser consideradas (autoestradas 23 e 13 e Itinerário Complementar 9 para quem vem de sul; ou quem vem de norte sair em Leiria e usar as estradas nacionais 113 e 357).

Este responsável lembrou ainda a necessidade de os automobilistas estarem atentos às informações da GNR e de outras autoridades, terem cuidado devido ao aumento de peregrinos a circular a pé e um “cuidado acrescido” quanto à prevenção dos incêndios rurais, com “muita atenção à questão das beatas na circulação rodoviária”.

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