Na sequência do empate entre Benfica e Casa Pia, no Estádio da Luz (2-2) neste domingo, o treinador José Mourinho falou também sobre as eleições do clube, que culminaram na reeleição de Rui Costa enquanto presidente.
Continuidade de Rui Costa
«Caso Rui Costa não tivesse ganho, a minha intenção seria continuar no Benfica. Seria duro para mim, porque perderia três pessoas de quem gosto muito, o presidente Rui Costa, Mário Branco e Simão Sabrosa, mas em função do respeito com que fui tratado pelos outros candidatos, a intenção seria continuar. Teria de perceber se haveria empatia funcional. Podia ser 'puxa-saco' e dizer que, no Benfica, só ficaria com Rui Costa, mas sou demasiado honesto.»
Análise às eleições do Benfica
«A análise ao dia eleitoral é para dizer que o Benfica merece mais respeito da parte de todos, também digo dos meus jogadores. Eu tenho um respeito interminável pelo Benfica. Mas alguns jogadores podem não saber o que é ainda o Benfica. É preciso mais respeito por muita gente. Há uma dualidade gritante de critérios, ao nível mediático e institucional. O Benfica é grande demais. O que depende de mim é o meu trabalho com os jogadores. Há gente que tem de perceber melhor que o Benfica é um clube de exigência máxima. Assisti a diversas situações que me magoam profundamente e que me fazem pensar coisas que não gostaria. Há coisas que estão a ser levadas ao limite. Ontem fizeram-me chegar um extrato de um comentário, de um chamado hater da nova geração, de alguém que insultou profundamente 60 e tal mil benfiquistas. A coisa cheira mal quando se permite isto a nível profissional.»
Porque perseguiu o árbitro no final do jogo
«Não, estava a tentar que Mário Branco ficasse apenas com o cartão vermelho que o árbitro lhe mostrou.»