A primeira sessão do plenário do Partido dos Trabalhadores da Coreia do Norte arrancou esta terça-feira com a presença do líder do país, Kim Jong-un, para planear a política externa e económica do regime para 2023.

"Este encontro surge num momento histórico em que todo o partido, todo o país e todo o povo estão empenhados em travar uma luta vigorosa no novo ano de 2023", indicou a agência de notícias oficial norte-coreana KCNA.

Na véspera decorreu a sexta reunião plenária da oitava comissão central do Partido dos Trabalhadores para discutir objetivos para o próximo ano, numa altura de "dificuldades imprevisíveis que ameaçam constantemente a existência e o desenvolvimento" do país, acrescentou a KCNA.

A agenda do plenário inclui cinco pontos principais: revisão das principais políticas estatais deste ano, plano de trabalho para 2023, implementação do orçamento do corrente ano e projeto de orçamento para o próximo ano.

Sobre o primeiro ponto, Kim Jong-un referiu "êxitos e descobertas" do país através de uma "luta sem precedentes, dura e feroz neste ano".

O líder norte-coreano apontou os principais objetivos a serem alcançados em setores essenciais, como nas indústrias metalúrgica, química, elétrica, de extração de carvão e transformadora, e em outros campos, como na construção e na agricultura.

O início da sessão plenária aconteceu depois de vários 'drones' [aparelhos aéreos não tripulados] norte-coreanos terem atravessado, na segunda-feira, a fronteira com o Sul.

O exército sul-coreano disse ter destacado aviões de combate e helicópteros para destruir os aparelhos norte-coreanos, tendo, em seguida, enviado 'drones' para o Norte para efetuar operações de reconhecimento.

O envio destes 'drones' e o início da reunião do partido único acontecem num momento de grande tensão na península coreana, devido ao número recorde de testes de armas que Pyongyang realizou este ano e às manobras militares conjuntas da Coreia do Sul e dos Estados Unidos.

/ AM