“Perdemos pelo menos 50 membros da família”. Número de mortos nas cheias na Líbia pode chegar aos 20 mil - TVI

“Perdemos pelo menos 50 membros da família”. Número de mortos nas cheias na Líbia pode chegar aos 20 mil

  • CNN Portugal
  • PF
  • 13 set 2023, 17:26
Cheias na Líbia (Getty Images)

Há pelo menos 30 mil pessoas desalojadas na cidade de Derna e ainda mais de seis mil em zonas como Benghazi.

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Podem ter morrido cerca de 20 mil pessoas nas cheias que afetaram a Líbia após a passagem da tempestade Daniel. É essa a estimativa dada pelo diretor do centro médico da cidade de Al-Bayda, Abdul Rahim Mazik, citado pelo The Guardian.

O Crescente Vermelho da Líbia, por sua vez, afirma que o número de desaparecidos se situa nos 10 mil, mas será impossível obter um número preciso do número de vítimas durante várias semanas.

“O mar continua a devolver dúzias de corpos”, revelou Hichem Abu Chkiouat, o ministro da Aviação Civil das autoridades que controlam a zona leste da Líbia, que estima também que o custo da reconstrução dos locais afetados esteja na ordem dos milhares de milhões de euros.

Em Derna, Usama Al Husadi, de 52 anos, diz à agência Reuters que está há dias a procurar pela mulher e os seus cinco filhos. “Fui procurá-los a pé… fui a todos os hospitais e escolas, mas não tive sorte”, lamentou.

Al Husadi, motorista, estava a trabalhar na noite da tempestade. “Perdemos pelo menos 50 membros da família do meu pai, entre mortos e desaparecidos”, avança.

Na mesma cidade, Mohsen Bujmila, de 41 anos, sobreviveu, junto com a mulher, mas perdeu a irmã. "A minha irmã vivia no centro da cidade, onde a maior parte da destruição aconteceu. Encontrámos os corpos do marido e do filho dela e enterrámo-los”, disse Mohsen, que revela que encontrou dois corpos de desconhecidos no seu apartamento.

A Organização Internacional das Migrações afirma que 30 mil pessoas ficaram desalojadas na cidade de Derna e ainda mais de seis mil em zonas como Benghazi.

A ajuda internacional tem chegado de países como a Turquia, os Emirados Árabes Unidos e o vizinho Egito, que decretou três dias de luto nacional. França também vai enviar um hospital de campanha e 50 pessoas, entre pessoal civil e militar, para atender até 500 pessoas por dia.

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