A FIGURA: Bukayo Saka
Dotado de um considerável repertório de recursos técnicos, é quase impossível prever para onde vai quando encara um adversário no um para um. Nesta terça-feira foi uma tremenda dor de cabeça para Maxi Araújo e também para Gonçalo Inácio. O 2-0 é muito dele, pela forma como fez a bola passar por baixo de Franco Israel para depois Havertz só ter de encostar com a baliza escancarada. Bateu com notável frieza o penálti que travou a reação do Sporting na segunda parte, mostrando que o fantasma dos 11 metros ficou definitivamente trancado numa gaveta.
O MOMENTO: golo de Gabriel Magalhães. 45+1m
Com o tempo a chegar ao fim na primeira parte, a iniciativa do jogo pertencia nessa altura ao Sporting, que buscava o golo que lhe permitisse atenuar os estragos e manter tudo em aberto em Alvalade para a etapa complementar. De um canto cobrado por Declan Rice da esquerda nasceu o golo do defesa brasileiro e fez crescer a montanha que a equipa de João Pereira teria de escalar.
OUTROS DESTAQUES
Trincão: não se pode dizer que tenha estado ao nível habitual, mas foi talvez o mais inconformado na má primeira parte do Sporting, com movimentos que provocaram alguma turbulência no último reduto dos Gunners. A abrir o segundo tempo assistiu Inácio para o golo que animou Alvalade. Não baixou os braços nem quando os leões perdiam por 4-1 e aos 75 minutos não esteve longe do golo.
Gabriel Magalhães: o cronómetro marcava 40 minutos quando Gyökeres recebeu pela primeira vez no jogo a bola com espaço. O que diz muito da coesão defensiva do Arsenal, com destaque para o defesa internacional brasileiro, que travou uma batalha intensa com o sueco. Além da competência defensiva, fez, de cabeça, o 3-0 que praticamente sentenciou o jogo no final da primeira parte.
Declan Rice: esteve exemplar na pressão e foi uma enorme dor de cabeça para Hjulmand e Morita, que falharam várias vezes no controlo das movimentações do médio inglês, que recebeu a bola muitas vezes entre linhas e com espaço. A fechar a primeira parte bateu o canto que Gabriel Magalhães desviu para o fundo das redes.
Odegaard: se Bukayo Saka é maior desequilibrador do Arsenal, é pela capacidade do médio norueguês que a equipa de Mikel Arteta consegue ver o futuro antes dos adversários. Bola no pé esquerdo dele é sinónimo de perigo iminente. Sofreu o penálti que esteve na origem do 4-1 que colocou um ponto final na reação do Sporting.
Raya: não teve muito trabalho na primeira parte, mas na segunda teve de aplicar-se para negar o golo dos leões em pelo menos três ocasiões.