Liga Europa: FC Porto-Malmö, 2-1 (crónica) - TVI

Liga Europa: FC Porto-Malmö, 2-1 (crónica)

FC Porto-Malmo (Photo by MIGUEL LEMOS / AFP via Getty Images)

Samu não faz greve

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Farioli não foi de radicalismos – como de resto não tem sido muito – no onze inicial e o FC Porto também não se atreveu a ter aventuras arriscadas em mais uma noite de Liga Europa. Mas quase teve uma, com um autogolo para os apanhados de Francisco Moura no último lance do jogo. Valeu que já tinha decidido na primeira parte com um bis de Samu (dois golos em seis minutos) para embolsar mais três pontos na fase de liga.

A equipa sueca ainda tentou mostrar os seus trunfos nos 20 minutos iniciais, condicionou a saída a jogar e os ataques do FC Porto. Porém, o bis do avançado espanhol fez a diferença, em mais uma cartada vitoriosa para tentar o apuramento direto para os oitavos de final: o dragão mantém o oitavo lugar, agora com 13 pontos.

Apenas com Martim Fernandes, Pablo Rosario e Borja Sainz como novidades (saíram Alberto Costa, Alan Varela e William Gomes), o FC Porto encontrou um Malmö bem organizado num 4x3x3, com trio ofensivo e os médios bem pressionantes quando os dragões tinham bola. O jogo estava dividido e Kiwior até originou um susto, emendando ao dar o corpo à bola no remate de Soumah, depois de um passe que saiu curto para Rosario (12m).

Foi a partir de meio da primeira parte que o FC Porto conseguiu finalmente desbloquear a solidez e bravura do Malmö, não só, mas muito à boleia de rasgos de Rodrigo Mora. Já tinha tirado um belo cruzamento para Froholdt avisar Olsen (15m), antes de encontrar espaços para Borja Sainz ter a melhor ocasião do jogo ao minuto 21, negada pelo guarda-redes sueco. E o ex-Aston Villa, quase 80 vezes internacional pela seleção, não se deixou enganar logo a seguir quando Samu tentou um «chapéu».

Os azuis e brancos começavam a pegar no jogo e, com os dois golos de Samu, aos 30 e 36 minutos, tudo ficou mais fácil no resto da noite. Primeiro, Rodrigo Mora atacou bem o espaço na área, recebeu a bola de Rosario e cruzou para Samu marcar de cabeça. Depois, o 2-0 foi de pé direito, a concluir um cruzamento de Pepê desviado por Borja Sainz na área.

É verdade que, entre os golos, o FC Porto teve um segundo susto quando Diogo Costa quase permitiu a Haksabanovic fazer o 1-1. Porém, a segunda fatia da primeira parte revelou um FC Porto a comandar o jogo. E se é verdade que o Malmö quase marcou em dois erros alheios, a vantagem portista também podia ter sido maior. As ocasiões de Froholdt e Borja Sainz antes do descanso são disso exemplo.

Na segunda parte, o FC Porto ligou o modo controlo e conduziu o jogo como quis, perante um Malmö quase inofensivo na frente e que pareceu, de certa forma, conformado com a dificuldade que seria evitar uma derrota que o deixa matematicamente fora do apuramento.

E a grande figura acabou por ser Olsen, que disse «não» à vontade de mostrar serviço pelos dragões que saltaram do banco e quebraram a serenidade que o jogo teve até aos 75 minutos. Não fosse o guardião e William Gomes, Deniz Gül e Ángel Alarcón podiam ter sorrido, antes de a vitória ter ficado com menos brilho no autogolo caricato a fechar. E nunca se sabe quando um golo pode fazer a diferença nas contas finais…

Certo é que o dragão não fez greve, Samu muito menos e o trabalho para seguir na Liga Europa foi feito.

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