Liga Europa: FC Porto-Nice, 3-0 (crónica) - TVI

Liga Europa: FC Porto-Nice, 3-0 (crónica)

Despertar madrugador no Dragão para uma vitória tranquila

Relacionados

O FC Porto tratou de resolver cedo para livrar-se de sobressaltos e venceu o Nice (3-0) num final de tarde absolutamente tranquilo no Dragão. Para a história, além dos três pontos, fica o bis de Gabri Veiga na primeira parte com um golo madrugador – logo aos 18 segundos, o segundo mais rápido neste estádio – completado com um o penálti de Samu pela hora de jogo. Não foi um jogo espetacular, mas foi de compromisso e eficácia.

Um triunfo azul e branco à espanhola, no regresso aos êxitos europeus, depois da derrota em Nottingham e do empate na visita ao Utrecht, a acentuar uma grande semana europeia para Portugal – após as vitórias de Sporting e Benfica – e a deixar os dragões com dez pontos e claramente dentro do apuramento nos oito primeiros lugares.

Depois do triunfo na Taça, Farioli mudou cinco peças no onze inicial, fazendo regressar Diogo Costa, Alberto Costa, Kiwior, Froholdt e Deniz Gul, com destaque para a presença do internacional turco (descaído para a esquerda) em simultâneo com Samu no ataque.

A vitória foi segura, tranquila, podia ter sido maior, mas os números não traduzem um rolo compressor. A verdade é que o Nice foi, em quase todo o jogo, um adversário quase inofensivo para um FC Porto que não precisou de acelerar muito para causar grandes estragos.

Diga-se, por isso mesmo, que os dois golos de Gabri Veiga na primeira parte contam muito da história do jogo até ao intervalo. O FC Porto controlou, sim. E marcou nos dois remates que fez à baliza. Dois belos golos e também um jogo com vontade no meio-campo, a mostrar a evolução e influência do médio espanhol na equipa de Farioli.

O primeiro, logo a abrir, resultou de uma entrada com tudo em jogo, com Pepê a servir o aparecimento de Gabri Veiga na área para bater Diouf. O segundo, de novo pelo galego, resultou de um grande rasgo entre a defesa do Nice após um belo trabalho de Froholdt, aos 33 minutos.

Tirando uma arrancada de Moffi que falhou a baliza ao tentar isolar-se (20m) e um remate sem pontaria de Diop (37m) – quando podia ter feito bem melhor – o Nice pouco mais fez e o FC Porto raramente foi testado a valer junto à baliza de Diogo Costa, quase um espetador até meio da segunda parte, altura em que o Nice conseguiria, em dez minutos, criar finalmente algum frenesim com tentativas de Mendy (63m), Kevin Carlos (70m) e Clauss (71m). Mas foi curto para os franceses, a dada altura assobiados pelos seus próprios adeptos por... recuperarem a bola. E a levarem «olés» destes quando o FC Porto tinha posse.

Por essa altura, já o FC Porto vencia tranquilamente por 3-0, graças a um penálti apontado por Samu, ao minuto 61, a castigar falta de Dante sobre o espanhol. O golo provocou uma debandada na bancada destinada aos visitantes… num dos sinais de que o Nice esteve bem longe do que se pedia, no Dragão, a uma equipa que queria responder a quatro derrotas seguidas.

Diga-se dessa insuficiência do Nice, também, um claro exemplo de intranquilidade, quando o guarda-redes Diouf, ainda com 2-0, dominou mal a bola e quase ofereceu um golo a Samu que, depois de fazer o 3-0, descansou por completo um dragão que comandaria serenamente o jogo até ao apito final.

Dragão de volta aos êxitos europeus (pelo meio com festa a dobrar fruto do título mundial sub-17 de Portugal e que mereceu aplausos no Dragão) num desfecho «very nice».

Continue a ler esta notícia

Relacionados