Cláudio Braga anteviu a visita dos escoceses do Hearts ao Benfica, na quinta-feira (20h), na primeira mão da terceira pré-eliminatória da Liga Europa. Em conferência de imprensa, o ponta de lança de 26 anos exigiu menos erros e mais eficácia, elementos decisivos nas derrotas contra Sturm Graz – que ditaram a eliminação da Champions – e frente ao Aberdeen na jornada inaugural do campeonato.
Recorde a entrevista do Maisfutebol a Cláudio Braga em novembro.
Estreia na Luz
«Nunca estive no Estádio da Luz. Espero silenciar os adeptos, o que seria ótimo para o Hearts. Também espero um estádio lotado e um ambiente difícil. É nestes contextos que queremos jogar. Gostaria de marcar, sobretudo contra uma equipa portuguesa na Liga Europa. Sabemos como o Benfica é gigante, tanto em Portugal como no estrangeiro.»
De regresso a Portugal
«Não há nada como estar em casa, este jogo vai ser muito especial, sobretudo por disputarmos um duelo europeu contra um clube gigante como o Benfica.»
«É um pouco estranho olhar para trás e perceber como tanto mudou. Saí do Campeonato de Portugal, da quarta divisão – onde há muita qualidade – para algo diferente e arriscado na Noruega. Depois de tanta dificuldade e dúvida, atingir este patamar é especial. Consegui chegar a um palco com o qual sonhava. É muito bom.»
«Quero viver em Portugal no futuro. Quanto à minha carreira, vamos ver o que o futuro vai trazer, saí do Vila Meã com 22 anos e fui para a Noruega. A partir daí muita coisa muda. Vamos ver.»
Benfica é favorito?
«À partida o Benfica tem o favoritismo, é só perceber de futebol, mas nós não viemos para perder, queremos levar um resultado positivo para casa. O Benfica tem mais experiência, mas nós queremos dar trabalho.»
«Tenho provado que não há impossíveis. Precisamos de cometer menos erros. O Benfica é melhor do que nós no papel, mas não há impossíveis. Sabemos que podemos criar danos.»
«O António Silva saiu, mas quem entrar vai cumprir a tarefa. O Pavlidis fez quatro golos no último jogo, é impossível não olhar para ele como um elemento muito forte. Mas o coletivo é o mais importante no Benfica.»
Arranque de época difícil
«Quem viu os jogos contra o Sturm Graz sabe que os resultados não espelham a história, mas sim a eficácia das equipas. Ficou um sentimento amargo, porque sabíamos que, se fôssemos mais maduros, poderíamos passar. Estamos a viver uma fase de adaptação, com novos jogadores e um novo treinador, que trouxe ideias completamente diferentes. Perdemos três jogos, o que é muito mau, mas estamos cada vez melhores.»