Alverca-AVS, 0-0 (crónica) - TVI

Alverca-AVS, 0-0 (crónica)

  • Pedro Lemos
  • 7 mar, 17:33
Liga: Alverca-AVS (FOTO: MIGUEL A. LOPES/LUSA)

Pouco sal e nenhuma pimenta

No futebol, há duas equipas. 11 jogadores de cada lado. Árbitros com a missão de controlar o jogo. Há ainda um campo. Linhas que o dividem. E, nas pontas, duas balizas. Imponentes.

São elas o último reduto que qualquer equipa quer conquistar. É para chegar mais perto delas que se trabalha durante 90 minutos. Mas, o futebol, tantas vezes pródigo em incoerências, pode-se fazer – como bem sabe – longe do guarda-redes adversário.

Não sendo novidade (infelizmente, já todos vimos um jogo de futebol pouco entusiasmante), foi essa a lição que Alverca e AVS deixaram na tarde de hoje. A partida fez-se mais longe do que perto das balizas.

O espetáculo foi medíocre; fez-se mais de medo do que de astucia. E acabou como começou: a zeros.

O cartaz, à partida, até tinha os seus motivos de interesse. Senão vejamos: o Alverca vem de três empates consecutivos (todos 1-1), mas o último deles tinha sido alcançado em Guimarães.

O AVS, mesmo parecendo condenado à descida, tinha, nos mesmos últimos três jogos, uma vitória (a primeira da época na Liga), um empate e uma derrota.

Entraram melhor, inclusive, os comandados de João Henriques, com mais vontade de ter a bola no pé. Esboçaram um tímido remate aos 6 minutos, por Roni; respondeu o Alverca aos 20, por Figueiredo, na melhor chance do primeiro tempo.

A equipa de Custódio haveria de terminar a etapa inicial com mais posse – o AVS, sempre que perdia a bola, rapidamente se colocava a defender com uma linha de 5, o que dificultava, por exemplo, a irreverência de Chiquinho.

A segunda parte pedia mais e até teve uma grande chance logo a abrir. Uma das melhores do encontro, em rigor.

Aos 47 minutos, Roni apanhou uma bola perdida, dentro da área, rematou de primeira, mas o esférico bateu com força no poste.

Responderia o Alverca também com uma bola nos ferros: no caso, de Chiquinho, aos 58m, quando tentou marcar de canto direto.

Os treinadores foram mexendo nas equipas, lançaram novas peças, mas o jogo pouco mudou. Manteve-se na mesma toada morna, apesar de o Alverca, nos últimos minutos, ter tentado mais. Sem sucesso.

Às vezes, assim é o futebol.

--

A FIGURA: Roni

Não foi fácil, nada fácil mesmo escolher a figura de um jogo em que ninguém se destacou. Golos, não houve. Os guarda-redes pouco ou nada foram solicitados. Momentos de rasgo escassearam. Roni, médio do AVS, terá sido, à falta de melhor, o mais esclarecido. Foi o autor do primeiro remate do jogo, aos 6 minutos, e teve nos pés a melhor chance do encontro, com aquela bola no poste, no início da segunda parte.

--

O MOMENTO: Esbarrou no poste o sonho avense (48m)

Como foi escrito antes, a grande chance do jogo – das únicas dignas desse nome – aconteceu ao minuto 48. Logo no início da segunda parte, Roni apanhou uma bola dentro da área e rematou de primeira com muito perigo: a bola bateu no poste e esfumou-se a oportunidade de o AFS sair de Alverca com os três pontos.

--

POSITIVO: Quatro jogos, cinco pontos

Provavelmente, não será suficiente para a manutenção, mas não deixa de ser digno de registo o facto de, nos últimos quatro jogos, só num deles o AVS não ter conquistado pontos. Somou uma vitória, dois empates e apenas uma derrota (frente ao Benfica). Estamos na 25ª jornada, faltam nove jogos e a equipa de João Gonçalves tem apenas 10 pontos. Está a nove de Tondela e Santa Clara, mas, graças às últimas partidas, ainda respira. Mesmo que muito levemente.

Continue a ler esta notícia