Arouca-Alverca, 1-0 (crónica) - TVI

Arouca-Alverca, 1-0 (crónica)

No duelo inédito, Arouca alinhou-se no número 14 e voltou a vencer

Relacionados

Tal como na época passada, em que Vasco Seabra conquistou a sua primeira vitória pelos arouquenses à 14.ª jornada, também hoje o Arouca regressou aos triunfos nessa mesma jornada, com o golo decisivo a pertencer ao camisola … 14, Lee Hjunju. Na receção ao Alverca, os arouquenses venceram pela margem mínima (1-0), dando fim a um ciclo negativo de cinco derrotas consecutivas e de oito jogos sem vencer, voltando a triunfar em casa, algo que não sucedia desde a ronda inaugural.

RECORDE O FILME DO JOGO

Em relação à última jornada, Vasco Seabra, nos arouquenses, lançou para campo Tiago Esgaio e Pedro Santos para o lugar dos castigados Alex Pinto e Taichi Fukui. No Alverca, Custódio Castro apenas trocou Cédric Nuozzi por Figueiredo.

Dinamismo ofensivo para procurar terminar com a crise

Desde o arranque do encontro que as intenções eram claras: os Lobos de Arouca mostravam vontade e iniciativa de ter bola e encaminhá-la na direção da baliza adversária, para poderem dar um pontapé na crise de resultados. Com o seu habitual 4x2x3x1 a assumir diferentes facetas, no que à dinâmica de jogo diz respeito, os arouquenses apostaram em circular rapidamente a bola na frente de ataque, com Nandín e Trezza a combinarem bem nesse aspeto. Ambos cozinharam a primeira grande chance do encontro, com o primeiro a tocar de primeira para o segundo, que, na cara de André Gomes, viu o guardião esmerar-se na defesa.

O Alverca não estava a conseguir estar tão dinâmico no encontro e sofreu um revés à passagem do minuto 18, quando Sandro Lima, após pisar Omar Fayed, viu o vermelho, depois de o árbitro ser aconselhado pelo VAR para ver as imagens do lance no monitor. Daí em diante, só deu Arouca, que de tudo tentou foi asfixiando o Alverca. Ainda assim, faltava sempre alguma coisa aos arouquenses, especialmente no último passe.

Um ou dois pormenores diferentes e a receita ficou boa

Ao intervalo, Custódio Castro colocou Marezi em campo, ele que marcou nos últimos dois jogos. Ainda que o Alverca tenha registado uma entrada simpática no segundo tempo, rapidamente o rumo do jogo voltou a pender para os da casa.

A equipa de terras de Santa Mafalda não tirou o pé do acelerador e, a partir do minuto 55, voltou a ser extremamente perigosa. Nandín deu um primeiro aviso, com um cabeceamento ao lado do poste esquerdo, mas, no minuto seguinte, Lee Hjunju atirou a contar. O cruzamento milimétrico de Esgaio pela direita encontrou a cabeça do médio ofensivo que, já em queda, fez o golo de cabeça, para enorme festa de jogadores, equipa técnica e adeptos arouquenses.

Daí em diante, e como seria de se esperar, o Alverca foi tentando lutar como podia, apostando especialmente na referência Marezi, que teve a melhor oportunidade da sua equipa ao minuto 70, com Fayed a evitar males maiores.

Ainda assim, os arouquenses, apesar de alguma “tremideira” (inevitável, dado o momento recente da equipa), foram-se aguentando e, cinco jogos depois, regressaram aos triunfos na Liga. Somando mais três pontos, o Arouca soma agora 14 pontos e ascende provisoriamente ao 14.º lugar. Já o Alverca mantém-se, para já, no 9.º lugar, com os mesmos 17 pontos.

FIGURA: Espen van Ee (Arouca)

O médio somou a quinta titularidade pelos Lobos de Arouca e fez valer a aposta, formando uma boa dupla com Pedro Santos (também ele merecedor desta menção). Enquanto o português estava maioritariamente ativo na construção de jogo, van Ee apostava mais na aproximação à área adversária e nas recuperações de bola. Uma menção também para Lee Hjunju, autor do golo e que dinamizou a frente de ataque.

O MOMENTO: o golo do Arouca (59 minutos)

É certo que o Alverca esteve a jogar com menos um em campo desde o minuto 18, mas a expulsão não se refletiu muito na toada do jogo a partir desse momentos. Os arouquenses mantiveram a sua identidade e partiram em busca do golo, que apareceu ao minuto 59. O cruzamento de Esgaio foi muito bom e o cabeceamento de Lee Hjunju foi igualmente eficaz.

NEGATIVO: Horário pouco convidativo para a festa do futebol

Tal como no mundo da arte, tudo deve ser feito para atrair o público, para o qual atuam. Apesar das mudanças dos tempos e da sociedade, o futebol cresceu e vive para o público, mas, desta forma, não é devidamente promovido. A deslocação de Alverca do Ribatejo até Arouca ainda é longa (pouco mais de 3 horas na estrada) e o horário erradamente escolhido para o encontro refletiu-se na assistência: não foram sequer 1000 (856) os espetadores no Estádio Municipal de Arouca, que regularmente ultrapassa ligeiramente esse número.

Continue a ler esta notícia

Relacionados